<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017</id><updated>2011-04-22T01:58:56.513-03:00</updated><title type='text'>Cara a Cara com o Cara</title><subtitle type='html'>Mudanças e estagnações...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-113079553602595005</id><published>2005-10-31T19:37:00.000-02:00</published><updated>2005-10-31T19:52:16.036-02:00</updated><title type='text'>Drama de costumes</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Priscillo&lt;/strong&gt; entra. Senta na cadeira à frente, de frente para nós, ansiosos para ouvi-lo. Foco de luz diretamente sobre ele, o resto preto, só o brilho embrasado da nossa curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava na cozinha - touca no cabelo, creme no rosto. Preparava uma sopa - o Júnior estava com urticária. Quando de repente alguém tocou a campainha. Fui atender limpando as mãos no avental. Pensei até que era a minha vizinha, a Mirtes. Abri a porta e era ele. Eu olhei pra ele e disse: "oi, bem, tudo bem?" - Ele me deu um tapa e eu voei. Ainda me levantei e perguntei: "você tá nervoso, bem?" - ele me deu outro tapa, dessa vez eu fui parar na porta do quarto. Fui arrumando a minha mala como uma louca, colocando tudo dentro. Passei por ele duro como uma pedra e corri em direção ao elevador. Ele veio atrás. Uma das minhas meias de seda - a mais fina, das de sair - ficou presa do lado de fora do elevador. Ele pegou e começou a puxar. Eu puxava de cá, ele puxava de lá. Eu puxava de cá, ele puxava de lá. Quando, de repente, a porta do elevador se abriu e eu dei de cara com ele. Ele olhou para mim e disse: "&lt;strong&gt;Priscillo, volta pra casa&lt;/strong&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-113079553602595005?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/113079553602595005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/113079553602595005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/10/drama-de-costumes.html' title='Drama de costumes'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112838472965793579</id><published>2005-10-03T21:01:00.000-03:00</published><updated>2005-10-03T21:12:09.663-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/901/350/1600/bandaBM.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/901/350/400/bandaBM.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; HOJE É ANIVERSÁRIO DA MINHA CIDADE!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;173 aninhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112838472965793579?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112838472965793579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112838472965793579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/10/hoje-aniversrio-da-minha-cidade173.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112691177559216355</id><published>2005-09-16T19:19:00.000-03:00</published><updated>2005-09-16T20:02:55.610-03:00</updated><title type='text'>Drops</title><content type='html'>Oquêi, aqui vão as atualizações da vida de Heleno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passei a conhecer 90% dos antiquários do Rio de Janeiro. Já rodei alguns deles várias vezes com my love, a ponto de ficarmos conhecidos dos vendedores. É uma cena interessante ver meu namorado vendo as peças vestindo suas luvas brancas e fingindo que não está louco por elas, só pra pechinchar o preço depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho acordado 5h30 três dias da semana para poder ir à academia antes da aula e pegá-la vazia. O corpitcho anda melhorando, como nunca tive antes e como sempre quis ter, mas ainda não na perfeição (saudável) que ainda quero ficar. Em compensação minhas olheiras, já naturalmente aparentes, estão um pouco maiores e meu sono durante e entre as aulas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A academia está ficando terrivelmente familiar para mim. Tudo está igual. Pelo menos tenho meu namorado lá também, pra me dar apoio e me incentivar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A faculdade anda estressante, muitas coisas para fazer e entregar. Cheguei à conclusão de que odeio MESMO trabalho de grupo. Desde o colégio que odeio; ou faço tudo sozinho ou não faço nada, e saber que sua nota no final do período também depende daquela menina burrinha que entrou no seu grupo atrasada... Além disso ainda tenho um amigo para acompanhar ao piano no vestibular; uma amiga que me pediu para cantar na sua apresentação do relatório; e meu namorado que vai se apresentar no fim do ano e é claro que eu vou acompanhá-lo, faço questão disso, além se de ser um grande prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também descobri em mim mesmo uma disposição que não sabia que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cantar com orquestra é uma das melhores coisas que há. Às vezes chega a ser melhor que ouvi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito interessante a mudança de atitude das pessoas quando você passa de colega para "sujeito de suposto saber", como foi meu caso quando a maestrina do nosso coro me pediu para que liderasse o ensaio do naipe masculino. Quando você está cantando, a atitude deles para contigo é uma; quando você está lá na frente, e a entrada deles depende dos seus gestos, e você ensina como se pronuncia aquilo tudo em alemão e eles vão repetindo bonitinho o que você diz que é, a atitude muda, uns obedecem à regência, outros vão contra, outros nem ligam, outros querem te desafiar, é muito interessante vivenciar na pele essa mudança. E eu vivenciei isso ontem, quando ensaiei com eles nada mais, nada menos que a 9a. sinfonia de Beethoven; sim, essa mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vi que estou mais forte às críticas negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vi que no Rio também faz frio, mesmo que por alguns diazinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assisti 4 óperas e um balé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dia 7 desse mês fez seis meses que não fumo. Mesmo quando fui para minha cidadezinha, onde minha família e meus amigos fumam, resisti e quase nem pensei em cigarro, já estou esquecendo esse hábito, muito embora seja difícil às vezes. Tem noites que sonho que estou fumando e é sempre o mesmo, como se de repente me visse fumando e ficasse extremamente arrependido, pensando na decepção que isso causa em mim e nos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descobri também que adoro ler os blogues de vocês, muito mais do que escrever o meu próprio. Não sei, talvez na época em que eu tivesse criatividade suficiente para escrever meus contos, onde tudo ficava bem no final, eu gostasse mais. Vamos ver o que o futuro reserva a mim e ao blogue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112691177559216355?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112691177559216355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112691177559216355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/09/drops.html' title='Drops'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112276664097830983</id><published>2005-07-30T20:30:00.000-03:00</published><updated>2005-07-30T20:40:24.363-03:00</updated><title type='text'>De como se medem raízes</title><content type='html'>Sou de cidade pequena. Muito pequena, interior mesmo. Estudo na capital, mas vez ou outra tenho que voltar pra ver os ficaram. Minha mãe, por exemplo. Antes, no começo da faculdade, eu considerava minha casa essa da cidadezinha, então todo o fim-de-semana eu “voltava” pra casa. E era assim mesmo, todo o fim-de-semana eu ia pra lá. O Rio me deprimia, eu tinha muito medo de tudo e costumava dizer que todos eram mesquinhos e antipáticos comigo. Não era bem verdade, eu dizia isso por puro auto-protecionismo; amedrontado, me fechei num lugarzinho e qualquer coisa era desculpa pra voltar pra casa. Esse medo me causou males dos quais um dia, quem sabe, vocês lerão na minha biografia, quando tudo isso estiver muito, muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as coisas são diferentes, já não tenho mais tanto medo da cidade, nem das pessoas. O fator decisivo para que isso acontecesse, acho que vocês já podem imaginar. Sim, meu lindo namorado, do qual falo aqui às vezes, muito embora eu ache que não fale o bastante. Pois então, por causa dele a cidade que eu tanto temia agora é bem mais acolhedora, porque abriga aquele ser belíssimo que só tem me dado alegrias nesses tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, hoje em dia, quando venho para minha cidadezinha, coisa que faço cada vez mais esporadicamente, é como uma volta a um lugar antigo, a um antigo Heleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho do Rio até minha cidade é muito bonito, bem rural mesmo, passando por lugarejos ermos, casas separadas do resto do mundo, com seus terreiros frontais, varais estendidos com roupa colorida pendurada, cachorros engraçados, crianças, pessoas devagares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje a tarde estava tão linda, um sol oblíquo, claro, limpo, dava a tudo uma aura de sonho. E eu estava triste porque estava indo para longe do meu namorado. E eu estava melancólico por causa da paisagem. E eu estava achando tudo muito poético, inclusive a minha volta, a volta do filho do meio, que estuda fora, na capital, indo ver a mãe no interior. E as lágrimas já brotavam, lentas e quentes, nos meus olhos embeiçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu resolvo ler um pouco meu livro, que estou devorando va-ga-ro-sa-men-te, “Manuelzão e Miguilim”, de Guimarães Rosa, pra me distanciar daquele sonho. Aí tem escrito assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frango-d’Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutúm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Entretanto, Miguilim não era do Mutum. Tinha nascido ainda mais longe, também em buraco de mato, lugar chamado Pau-Rôxo, na beira do Saririnhém. De lá, separadamente, se recordava de sumidas coisas, lembranças que ainda hoje o assustavam. (...) Umas moças, cheirosas, limpas, os claros risos bonitos, pegavam nele, o levavam para a beira duma mesa, ajudavam-no a provar, de uma xícara grande, goles de um de-beber quente, que cheirava à claridade. Depois, na alegria num jardim, deixavam-no engatinhar no chão, meio àquele fresco das folhas, ele apreciava o cheiro da terra, das folhas, mas o mais lindo era o das frutinhas vermelhas escondidas por entre as folhas – cheiro pingado, respingado, risonho, cheiro de alegriazinha. As frutas que a gente comia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me emocionei, não contive lágrimas ao ler isso, avistar o que passava do lado de fora da minha janela do ônibus e ver essas pequenas casas caiadas, com aquelas pessoas de cabelo molhado, banho tomado depois do dia de trabalho; consegui sentir o perfume do sabonete, foi uma emoção muito louca e forte, vermelha mesmo. E esse gênio, monstro da literatura, como ele consegue traduzir tanta coisa assim?! Só falando palavrão mesmo, um puto. E agora Heleno fica assim, coração bambo no peito e uma sensação de abismo nas pontas dos dedos. Na boca um gosto de vela acesa. &lt;em&gt;Meu querido, estou indo...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112276664097830983?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112276664097830983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112276664097830983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/07/de-como-se-medem-razes.html' title='De como se medem raízes'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112180125214103920</id><published>2005-07-19T16:26:00.000-03:00</published><updated>2005-07-19T16:27:32.146-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Será que dá pra você parar de me encostar?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Será que dá pra você parar de ser tão gorda?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ônibus podem ser tão divertidos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112180125214103920?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112180125214103920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112180125214103920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/07/ser-que-d-pra-voc-parar-de-me-encostar.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112112199722150971</id><published>2005-07-11T19:40:00.000-03:00</published><updated>2005-07-11T19:48:03.816-03:00</updated><title type='text'>Das marmotas suadas que carregamos pelos campos de girassóis</title><content type='html'>&lt;span&gt;Férias totais!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declaro aberta a temporada de infinitas possibilidades!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num bar, na tribo dos canibais, dois rapazes conversam descontraidamente. Ao lado deles passa uma moça sem o braço esquerdo. Um rapaz aponta pra ela, vira pro outro e diz: "alá, tô comendo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legalzinha essa piadinha, né?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112112199722150971?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112112199722150971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112112199722150971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/07/das-marmotas-suadas-que-carregamos.html' title='Das marmotas suadas que carregamos pelos campos de girassóis'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-112051784059608964</id><published>2005-07-04T19:55:00.000-03:00</published><updated>2005-07-04T19:57:20.600-03:00</updated><title type='text'>Dos quadrados no edredon, grandes e pequenos</title><content type='html'>Caramba, quanto tempo sem postar...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que vocês adoram saber da vida dos outros, assim como eu, leitor de blogues diversos. Vamos tentar fazer com a coisa seja leve e rápida, uns pequenos &lt;em&gt;high-lights&lt;/em&gt; do período não postado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Assisti &lt;strong&gt;Batman&lt;/strong&gt; e gostei bastante; claro que o efeito de ter visto no cinema ajudou, mas não me arrependi nem um pouco. Também assisti &lt;strong&gt;Guerra dos Mundos&lt;/strong&gt; e gostei um pouco; as cenas de ação, o enredo até os últimos 5 minutos finais foram bem interessantes, porém não dá para ficar discutindo e questionando os porquês da história senão cai tudo por terra, a estrutura não se sustenta sozinha não. Tom Cruise está até bem comportado, discreto, enfim... Spielberg é que devia crescer ou fazer uma analisezinha, porque estou cansado de ver como ele lida com as frustrações paternas nos filmes, acaba me dando a tal da "vergonha empática", quando vejo cenas desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Na faculdade continuo sendo muito bem quisto por meus professores, sendo citado várias vezes como exemplo para meus colegas e assim conquistando respeito, auto-estima e alguns inimigos, hehehe. Depois de um concerto do nosso coral, a maestrina me disse que eu havia sido "peça fundamental para que o concerto acontecesse", me sinto uma criancinha recebendo o tão esperado "isso mesmo, muito bem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Aniversários por toda parte, engordando e me enchendo de espinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Dias frios, afrodisíacos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;strong&gt;Björk&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Matthew Barney&lt;/strong&gt; sendo muito acessados por aqui. Qualquer dia desses discorro um pouco sobre o trabalho de Matthew, o &lt;strong&gt;Ciclo Cremaster&lt;/strong&gt;, que conheci através do meu queridão e adoro muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, são as provas e as férias chegando; como se não bastassem esses 10 meses, quero esse julho inteiro debaixo das cobertas com meu lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.entreumcigarroeoutro.kit.net/cremaster_3.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto do &lt;em&gt;Cremaster 3&lt;/em&gt;, escrito e dirigido por &lt;strong&gt;Matthew Barney&lt;/strong&gt;, © 2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-112051784059608964?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112051784059608964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/112051784059608964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/07/dos-quadrados-no-edredon-grandes-e.html' title='Dos quadrados no edredon, grandes e pequenos'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111852630684194962</id><published>2005-06-11T18:33:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T18:45:06.846-03:00</updated><title type='text'>Enquete</title><content type='html'>Você vai ao antiquário e se interessa por uma moldura bem lindinha e com o preço super em conta. Só que a moldura jávem com uma foto de uma linda moça. Nela está escrito quase ilegível: "Para você, Nélio querido, com o meu grande carinho. Léa - 10/11/45".  O que fazer com a foto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.entreumcigarroeoutro.kit.net/mocanamoldura.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111852630684194962?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111852630684194962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111852630684194962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/06/enquete.html' title='Enquete'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111809231412802888</id><published>2005-06-06T18:00:00.000-03:00</published><updated>2005-06-06T18:11:54.133-03:00</updated><title type='text'>Violently Happy</title><content type='html'>Estou sobremaneira felicíssimo.&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.entreumcigarroeoutro.kit.net/fotos_do_heleno/imagens/violently.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111809231412802888?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111809231412802888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111809231412802888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/06/violently-happy.html' title='Violently Happy'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111775606123033352</id><published>2005-06-02T20:32:00.000-03:00</published><updated>2005-06-02T20:47:41.236-03:00</updated><title type='text'>De quando elas sabiam da nossa existência</title><content type='html'>Alguém aí gostou do novo "Saia Justa"? Sinceramente, eu não me empolgay nada, nada. Ah, sem a Marisa Orth não vale! Eu gosto da Mônica, aliás é a única dessas novas três que eu ainda manteria. A Beth Lago é legal, pode ser brincalhona às vezes, experiente na vida e tal; a Luana eu não tolero, nem vou comentar e aquela outra branquela é até interessante, ela é inteligente, culta, tem um bom discurso, mas é meio sem sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não falei do cenário, que o do antigo era bem melhor, mais leve e mais convidativo para assistirmos. Nesse elas ficam confinadas naquele quadrado e parece não haver espaço para os espectadores. Até entendo o ponto de vista da idealizadora, de que nós estaríamos na verdade "presenciando" a conversa das quatro que, pelo ponto de vista, aconteceria com ou sem nossa presença. Em tempos de tantos reality shows por aí, isso até seria fácil de se pensar. Só que pra mim não funcionou ainda, talvez quando elas tiverem mais tempo juntas estejam mais amalgamadas e mais íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara que melhore com o tempo, a tendência é essa aliás. Vamos esperam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111775606123033352?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111775606123033352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111775606123033352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/06/de-quando-elas-sabiam-da-nossa.html' title='De quando elas sabiam da nossa existência'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111689050566043183</id><published>2005-05-23T19:54:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T13:39:06.546-03:00</updated><title type='text'>Das naves que vão</title><content type='html'>Esse &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087188/"&gt;filme&lt;/a&gt; é uma das coisas mais lindas que já foram feitas. Quer você preste atenção na história principal, quer você atente para as metáforas que são feitas ao longo do filme, quer você atente para o cenário, a recriação, os tipos incríveis, a música... tudo é feito com uma maestria de gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim-de-semana que passou foi aniversário do meu querido e amado. Eu queria dar algo que tivesse um significado profundo para ele, ou para nós. Está acontecendo o fechamento de um ciclo em sua vida e me senti inspirado a querer simbolizar isso em algo que me fizesse presente para ele. Não só porque ele está fazendo 40 anos, mas também pela reforma incrível que passamos nesse apartamento aqui; dois meses de trabalho intenso, cansativo e estressante; desde esvaziar armários com objetos históricos, até emassar, lixar e pintar muitas paredes. Isso tudo nos uniu muito; quantas noites fomos dormir exauridos do trabalho diurno para acordarmos cedo no outro dia e novamente termos a mesma quantidade de coisas para fazer. Horas e horas costurando, medindo, calculando, reclamando e, no fim, mais horas e horas cobertos de pó branco e respingos de tinta. Tudo isso era para no 21 de maio desse ano, o apartamento estar pronto para receber os amigos que ajudariam a celebrarmos esses 40 anos de um cara muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui pensar em outra coisa, desde quando comecei a especular o que daria de presente para ele. A história se trata de uma companhia de ópera que vai espalhar as cinzas de sua maior diva, falecida recentemente, em volta da ilha onde ela nasceu. Ainda mais isso, o fato de serem músicos, cantores, que são duas coisas muito presentes na vida dele nesses últimos anos; coisas, aliás, responsáveis pela nossa união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um cartão altamente personalizado, do jeito que só eu sei fazer e no domingo o entreguei juntamente com a caixa contendo o dvd de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087188/"&gt;E La Nave Va&lt;/a&gt;, de Fellini. Daí para frente, eu me transformei; tenho certeza de que era um quando ainda não os havia entregue ao meu amado e outro quando acabamos de assistir a esse filme tão belo. Num domingo branco, chuvoso, éramos só nós dois naquela dimensão. Ali no sofá, abraçados, as lágrimas de juntando e regando nossos rostos vermelhos, o mundo era só nós dois. Ele ainda conseguiu falar entre os soluços "o melhor aniversário que eu tive" e eu, bem esperto, ouvi tudo e guardei essas palavras aqui dentro ó, são minhas. Bendito seja Fellini e seu lirismo melancólico que sempre nos transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.entreumcigarroeoutro.kit.net/fotos_do_heleno/imagens/elanaveva.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111689050566043183?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111689050566043183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111689050566043183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/05/das-naves-que-vo.html' title='Das naves que vão'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111627914660838218</id><published>2005-05-16T18:16:00.000-03:00</published><updated>2005-05-16T18:32:26.613-03:00</updated><title type='text'>Do pó ao pó.</title><content type='html'>1 - Está achando sua pele e cabelo secos? A solução é pó de massa corrida, uma beleza mesmo. É um pó que vai em todos os lugares, não há como protegê-los, a não ser que se os coloque em uma câmara pressurizada. E a vida nos chamando e o pó fazendo rugas na cara, endurecendo os cabelos e fazendo arder os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Essa cidade tem mais antiquários, brechós, lojas de quinquilharias e cacarecos do que poderia imaginar. Todos parecem querer vender suas tranqueiras; pelo jeito tem muita gente que compra, nós mesmo compramos algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - O estresse de uma reforma assim é ótima para moldar arestas dum relacionamento. Se é para ficarem juntos, o relacionamento melhora bastante depois de tanta irritação com as mais variadas coisas, mas se não estão prontos, então tudo vai pros ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Não deixe de assistir seus programas favoritos, não deixe de se divertir pelo menos uma vez na semana, senão não dá pra agüentar não. Sinceramente, se você tem um namorado gostoso, é ótimo vê-lo só de shortinho fazendo tarefas másculas. O bom é que você transa com o pedreiro gostoso, com o eletricista, o vidraceiro, o encanador e não trai o namorado, não é fantástico isso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todas essas coisas e ainda mais a faculdade, obrigações domésticas, artísticas e tal, é que fiquei esse mês todo sem escrever nada, eu estou constantemente coberto de pó branco e cheio de marcas de tinta pelo corpo, depois disso a energia que sobra&lt;br /&gt;é para simplesmente sobreviver, preparar comida, beber água, o estritamente necessário. Mas sempre arranjo um tempo pra ver e-mails e os blogues de vocês, faz parte da diversão também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111627914660838218?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111627914660838218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111627914660838218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/05/do-p-ao-p.html' title='Do pó ao pó.'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111412259390589477</id><published>2005-04-21T19:27:00.000-03:00</published><updated>2005-04-22T11:29:02.713-03:00</updated><title type='text'>Das incríveis formigas</title><content type='html'>Nessas duas semanas que passaram as coisas aconteceram e nem tive tempo de notá-las direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lindo e querido namorado está fazendo remanejamento de tudo dentro do seu apartamento e o estou ajudando. Uma das principais coisas a se fazer é jogar mais de 20 anos de coisas acumuladas por ele e pela sua família fora; pelo menos redistribuí-las ou devolvê-las aos seus donos originais. Essa atividade em si já é uma grande virada na cabeça. Imagine para uma pessoa que não gosta de jogar nada fora de repente se ver colocando uma enorme quantidade de pequenas partes da vida num grande saco e despejando no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito interessante presenciar esse processo, e ajudar quando possível. O passo maior, mais decisivo e mais difícil foi dado por ele sozinho, mas a realização contou com a ajuda de outrem. Fiquei lisonjeado de ter podido ajudar dessa maneira e meu lado criança (tenho mais de um, certamente) adorou mexer em coisas antigas, quebrar, desmontar, vasculhar armários há muito fechados e satisfazer uma parcela da minha curiosidade. Sim, não tenho vergonha de dizer que sou muito curioso sim, e daqueles que não têm muito escrúpulo não; só não abro correspondência alheia porque é crime federal. Adoro saber dos recônditos mais sombrios e quanto mais a pessoa quiser esconder, mais me atiça. É, sou criança mesmo, nunca negay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim estou vivendo esses dias: faculdade, academia, lojas de tecido, Casa &amp;amp; Vídeo, Americanas... Faz muito bem pensar que alguém resolveu dividir com você esse momento tão crítico da sua vida, o de desconstrução e reconstrução de tantos aspectos. E eu pude conhecer mais desses recônditos que mencionei acima, o que me deixa cada vez mais apaixonado e mais certo de que temos muita história juntos pela frente. Mas tomem cuidado, não deixem de vigiar suas portas e gavetas quando eu estiver por perto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.entreumcigarroeoutro.kit.net/fotos_do_heleno/imagens/fl-_045peq.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111412259390589477?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111412259390589477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111412259390589477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/04/das-incrveis-formigas.html' title='Das incríveis formigas'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111291636277714573</id><published>2005-04-07T19:57:00.001-03:00</published><updated>2005-04-08T13:27:34.880-03:00</updated><title type='text'>Das revistas que a gente recorta para manter a sanidade intacta e as panelas ariadas.</title><content type='html'>Você também sente que a &lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;loucura&lt;/span&gt; vive dentro de você e a toda hora ela ronda, fica por perto vendo a hora de tomar conta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;(A)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; tem um amigo, muito amigo MESMO &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;(B)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Esse amigo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;(B)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tem um outro amigo &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;(C)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que não te conhece. Você ouve uma conversa entre seu amigo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;(B)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o amigo dele &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;(C)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e nessa conversa, numa hora onde &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;(B)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; deveria dizer que é teu amigo já há um tempo, &lt;strong&gt;não diz&lt;/strong&gt;. O que você faria, já que não pode dizer que ouviu a conversa entre &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;(B)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;(C)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu aniversário você recebe um presente que você &lt;strong&gt;adora&lt;/strong&gt;, mas que vem de mãos de alguém que você definitivamente &lt;strong&gt;odeia&lt;/strong&gt;. O que você sentiria e/ou faria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem o poder de converter um hétero &lt;strong&gt;gostoso&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;muito chato&lt;/strong&gt; a ser gay OU um gay &lt;strong&gt;feio&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;muito legal&lt;/strong&gt; a ser hétero. O que você faria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1 mês&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; sem fumar, mandem-me força junto com os comentários, ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111291636277714573?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111291636277714573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111291636277714573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/04/das-revistas-que-gente-recorta-para_07.html' title='Das revistas que a gente recorta para manter a sanidade intacta e as panelas ariadas.'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111231314237582102</id><published>2005-03-31T20:45:00.000-03:00</published><updated>2005-03-31T20:52:22.376-03:00</updated><title type='text'>ÊÊÊ!!!</title><content type='html'>Isso, hoje é aquele dia, sabem qual é, não? O bom de fazer aniversário no começo do ano é que já entro nele me sentindo um ano mais velho e vou me acostumando aos poucos com a idéia. Foi ótimo ter tido vocês nesse último ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez estou realmente sentindo que um ciclo se completou, que passei para um outro estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ósculos e amplexos para todos e para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111231314237582102?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111231314237582102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111231314237582102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/03/blog-post_31.html' title='ÊÊÊ!!!'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111067993579380880</id><published>2005-03-12T22:48:00.000-03:00</published><updated>2005-03-12T23:16:19.330-03:00</updated><title type='text'>De todas as vezes que a gente espreme espinha do namorado.</title><content type='html'>Gente, eu vi, e vou dizer uma coisa: "é irreversível!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hbo.com/films/angelsinamerica/index.html"&gt;Angels In America&lt;/a&gt; é uma das coisas mais lindas que já foram feitas. Para quem não sabe foi uma mini-série feita nos EUA no ano de 2003. Seis capítulos, exibidos em dois dias. Tem Meryl Streep, Al Pacino, Emma Thompson, Mary-Louise Parker, Jeffrey Wright, entre outros bons atores. Impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos, meu querido e eu, tudo em dois dias e no final foi difícil voltar ao normal e parar de chorar. E começamos a falar de nós mesmos, de nossos medos e seguranças e amores e tesões e tanta coisa! Foi muito bom, nem tenho palavras pra descrever o quanto foram lindas aquelas horas em que passamos completamente entregues, abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixa eu falar da Meryl Streep: "Putaquepariu-caralho!" Já é desnecessário dizer que a(s) atuação(ões) dessa mulher é(são) muito foda. É, já sei que ela tá virando celebridade dos gays e tal, mas isso não influencia em nada o meu julgamento, juro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas tem também a minha querida Emma Thompson, de quem gosto faz teeeempo. Impressionante. E não poderia ser outra pessoa nesse(s) papel(éis), tinha que ser uma atriz daquele calibre, inglesa, com aquela dicção linda, aquela atuação arriscada, sempre correndo o risco de cair pro patético, mas nunca o fazendo de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem outros atores ótimos; a direção é excelente, todo o resto muito bom também. Vale a pena conferir, acompanhado, se possível; não precisa ser namorado não, bobo, mas é bom ter alguém pra desabafar depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111067993579380880?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111067993579380880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111067993579380880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/03/de-todas-as-vezes-que-gente-espreme.html' title='De todas as vezes que a gente espreme espinha do namorado.'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111033182021344472</id><published>2005-03-08T22:15:00.000-03:00</published><updated>2005-03-08T22:30:20.216-03:00</updated><title type='text'>Das abstinêcias que não deveríamos ter</title><content type='html'>Algum de vocês já tentou parar de fumar? Pois eu estou tentando e vou dizer: "É foda!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi isso já havia algumas semanas, marquei dia e me preparei. Achei até que fosse ser náo muito difícil, já que quando estava no Rio, fumava bem pouco; sabem como é: namorado que não fuma, eu me controlava bastante, mas na maioria das vezes eu simplesmente me esquecia; a não ser nas horas-chave como depois do café da manhã (o segundo melhor cigarro), depois do almoço e depois do sexo (esse sim o melhor).  Um maço estava durando dias e dias, e quando eu ia pra casa fumava mais de um maço por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, parei ontem, segunda-feira. Até que não foi tão difícil, estava muito ansioso pela volta do namorado e mantinha meus pensamentos nele e nas coisas que deveria fazer antes que ele chegasse. Hoje já foi mais difícil, nos momentos-chave principalmente. Tive uma lacuna de tempo livre na faculdade e a primeira coisa que me veio à cabeça foi o danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou falar com os companheiros e amigos próximos de quem está parando de fumar: tenham paciência com eles, pliz! É tipo uma menstruação, TPM, sei lá, os sentimentos ficam meio ampliados e uma ansiedade louca toma conta do corpo. E digo mais uma coisa, parece que morreu um parente, ou um amigo meu, a sensação de que falta alguma coisa na sua vida é essa e, como também num luto, vai-se aprendendo a viver sem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me controlando muito pra não deixar tomar conta de mim, mas que a vontade de sair e fumar me pega de jeito, ah, pega mesmo! Não estou conseguindo dormir, nem me concentrar muito em leitura, apesar de, a essa altura, já li blogues de um monte de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou parar por aqui. Ah, deixa eu dizer que o amado chegou ontem são e salvo, lindo e bronzeado e cheio de coisas pra contar, fotos pra mostrar e comentar, golfinhos pra puxarem seus sonhos de menino lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111033182021344472?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111033182021344472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111033182021344472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/03/das-abstincias-que-no-deveramos-ter.html' title='Das abstinêcias que não deveríamos ter'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-111003056561497181</id><published>2005-03-05T10:31:00.000-03:00</published><updated>2005-03-05T10:49:25.616-03:00</updated><title type='text'>De quando sabia-se fazer músicas de amor</title><content type='html'>O inferno astral está chegando, dá pra sentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor está viajando e isso tem me apertado o coração torturantemente. Como se um torniquete o estivesse impedindo de bater, mas fazendo-o bater mais forte e rápido, com grandes jatos de adrenalina quando me lembro de que agora sou metade e minha outra metade está ausente de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, não sejamos &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(tão)&lt;/span&gt; egoístas, ele está se divertindo num lugar que sonhava há muito viajar. Deve pensar em mim de quando em quando sim, mas aqui a coisa está triste. O tempo friozinho e nublado, antes venerado por mim, agora só me traz angústia, também eu estou nublado, embaçado. Cheguei a pensar até se tratar de um pressentimento, como se algo ruim estivesse por acontecer; pensei até no pior dos acontecimentos &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(deus nos livre a todos!)&lt;/span&gt;. Me tranqüilizou um pouco o telefonema que recebi dele, já instalado naquele lugar paradisíaco, mas e saudade, o que faço com ela a não ser senti-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe estará ele ensinando os golfinhos a cantar nossa música tema. Sim, temos música só nossa, não importa que seja composta nos anos 40, sempre foi nossa desde então. Desde que nos conhecemos essa canção é pano de fundo pra e-mails, sms’s, conversas no MSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, assim viverei esse fim-de-semana estranho, tentando achar graça nas coisas que outrora me eram alvissareiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So In Love&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Cole Porter)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Strange, dear, but true, dear&lt;br /&gt;When I'm close to you, dear&lt;br /&gt;The stars fill the sky,&lt;br /&gt;So in love with you am I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Even without you&lt;br /&gt;My arms fold about you.&lt;br /&gt;You know, darling, why&lt;br /&gt;So in love with you am I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In love with the night mysterious&lt;br /&gt;The night when you first were there&lt;br /&gt;In love with my joy delirious&lt;br /&gt;When I knew that you could care.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So taunt me and hurt me,&lt;br /&gt;Deceive me, desert me,&lt;br /&gt;I'm yours ‘til I die,&lt;br /&gt;So in love,&lt;br /&gt;So in love,&lt;br /&gt;So in love with you, my love, am I.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-111003056561497181?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111003056561497181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/111003056561497181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/03/de-quando-sabia-se-fazer-msicas-de.html' title='De quando sabia-se fazer músicas de amor'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110925328264050934</id><published>2005-02-24T10:44:00.000-03:00</published><updated>2005-02-24T10:54:42.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já notaram que quando a gente comenta sobre um nome esquisito, diferente, engraçado, ridículo com outra pessoa essa pessoa sempre (99,999% das vezes) comenta que conhece um pior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara ontem eu atendi uma mulher chamada ......, pode!!"&lt;br /&gt;"Não, e o empregado do primo do meu avô que chamava.....!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110925328264050934?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110925328264050934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110925328264050934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/02/j-notaram-que-quando-gente-comenta.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110841276857716622</id><published>2005-02-14T18:24:00.000-02:00</published><updated>2005-02-14T18:26:08.580-02:00</updated><title type='text'>de quando as coisas eram as mesmas</title><content type='html'>Hoje estou com uma sensação muito esquisita. Não que seja esquisita em si, mas sim o fato de eu a estar sentindo e como ela começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sensação de quando me lembro de coisas antigas, mesmo coisas que não vivi; um tempo passado há muito. Andando pelas ruas dessa minha cidadezícula, comecei a sentir isso e a partir dali tudo, as imagens, os cheiros, o vento, o ângulo que o sol caía sobre as coisas e pessoas, pareciam estar numa outra realidade. Como se eu estivesse vendo o passado em 3D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí foram entrando minhas próprias lembranças de quando ainda muito pequeno e misturaram-se todas elas. O engraçado é que não é ruim nem bom, é algo diferente, paralelo a isso, como se simplesmente existisse. Sabem quando, no cinema, mostram flashbacks, com a imagem meio borrada, em câmera lenta e uma música melancólica ao fundo? (Meu namorado diria se tratar de um trabalho de vídeo-arte ruim) Então, é mais ou menos isso. A cidade agora fazia parte de um trabalho de vídeo-arte; ruim ou não, não cabe a mim classificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que fui voltando para casa, o sentimento foi diminuindo. Agora me encontro aqui, extremamente intrigado com tudo isso. Vai saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110841276857716622?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110841276857716622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110841276857716622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/02/de-quando-as-coisas-eram-as-mesmas.html' title='de quando as coisas eram as mesmas'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110774139484275377</id><published>2005-02-06T23:52:00.000-02:00</published><updated>2005-02-06T23:56:34.850-02:00</updated><title type='text'>a-tisket-a-tasket, I've lost my yellow basket...</title><content type='html'>Carnaval?... hum... é de comer? Acho que já ouvi falar disso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110774139484275377?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110774139484275377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110774139484275377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/02/tisket-tasket-ive-lost-my-yellow.html' title='a-tisket-a-tasket, I&apos;ve lost my yellow basket...'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110665251381271620</id><published>2005-01-25T09:23:00.000-02:00</published><updated>2005-01-25T10:33:41.396-02:00</updated><title type='text'>Dos estranhos caminhos</title><content type='html'>Voltei. Fiquei nervoso, um horror. Senti um pouco de dor, mesmo com a anestesia poderosa que tomei; agora estou com metade do rosto anestesiado, meio mole e com a sensação de inchaço extremo. Até meu olho está meio caído, credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou ter que fazer canal, ou seja, a dor que senti não é nem metade da que sentirei na semana que vem. Odeio sentir dor, tenho pouca resistência a ela, principalmente na boca, esse lugar tão vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a dentista só limpou o local, achou os dois nervos (o que é horrível, ela enfia um ferrinho dente adentro e vc o sente passando até chegar perto do olho) e fez um curativo até semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oquei, olha só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.quizilla.com/A/Aliteinthesky/1057728340_CMyDocumentspink.gif" border="0" alt="HASH(0x8be5c9c)"&gt;&lt;br&gt;You are the color pink.  As a beautiful and sweet&lt;br&gt;human, you are everybody's favorite person.&lt;br&gt;Healthy and energetic, you're often seen&lt;br&gt;spreading the happines.  As an unusually&lt;br&gt;charming and sweet person, you're always ready&lt;br&gt;to comfort people who are down.  You sympathize&lt;br&gt;with everyone, but not always yourself.  Aside&lt;br&gt;from that, you are light-hearted and cheery.&lt;br&gt;And you make it your duty to make every cloud&lt;br&gt;have &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="http://quizilla.com/users/Aliteinthesky/quizzes/What%20color%20are%20you%3F%20(Amazingly%20detailed%20%26%20accurate--with%20pics!)/"&gt; &lt;font size="-1"&gt;What color are you? (Amazingly detailed &amp; accurate--with pics!)&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;BR&gt; &lt;font size="-3"&gt;brought to you by &lt;a href="http://quizilla.com"&gt;Quizilla&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nisso...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110665251381271620?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110665251381271620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110665251381271620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/01/dos-estranhos-caminhos.html' title='Dos estranhos caminhos'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110664511563828898</id><published>2005-01-25T07:19:00.000-02:00</published><updated>2005-01-25T07:25:15.636-02:00</updated><title type='text'>Dos nervos e mucosas</title><content type='html'>Que meeedo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a 10 minutos "estarei saindo" pra dentista. Não importa quanto tempo passe, qual minha idade e/ou quantas vezes eu já fui lá, mas sempre fico nervoso, porque sempre dói. Acho que o fato de eu estar ali, completamente à mercê dela, com a boca escancarada e ela vendo coisas que me causam tanta ou mais vergonha que se ela visse o meu pinto, e ainda por cima me incutindo dor, isso tudo me faz sentir tão desprotegido e frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já passou da hora de me arrumar, vou lá. Volto daqui a pouco com metade do rosto todo paralisado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110664511563828898?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110664511563828898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110664511563828898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/01/dos-nervos-e-mucosas.html' title='Dos nervos e mucosas'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110538507903856832</id><published>2005-01-10T17:10:00.000-02:00</published><updated>2005-01-10T17:26:40.460-02:00</updated><title type='text'>Das altas temperaturas, dos paralelos e dos azuis</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AAAAAAAAArgh!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim não dá, gente! Esse lugar tá muito quente, não consigo pensar, compor, tocar, viver! Tudo extremamente penoso, uma preguiça, prostração mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem como é, né, o Heleno com toda a sua malemolência européia, tem o sangue preparado para temperaturas mais amenas, isso aqui é a sauna do inferno. E ter malemolência européia não é nada, o pior é ser pobre, nem ar-condicionado dá pra rolar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, meus queridos e poucos leitores, minha produção de posts anda caidinha; nem contei que meu Natal foi ótimo, com todo mundo, inclusive meu benzinho-amorzão; não contei da surpresa que meu precioso fez pra mim no Ano Novo, nem das nossas peripécias pela minha cidadezícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega, mais um banho frio, o sexto hoje... ai ai, quantos anos até chegar março, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110538507903856832?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110538507903856832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110538507903856832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2005/01/das-altas-temperaturas-dos-paralelos-e.html' title='Das altas temperaturas, dos paralelos e dos azuis'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110367957775428955</id><published>2004-12-21T23:38:00.000-02:00</published><updated>2004-12-21T23:39:37.753-02:00</updated><title type='text'>E eu que ando achando a vida uma maravilha...</title><content type='html'>Gente esse blog deve estar um saco, Heleno só falando da sua fase &lt;em&gt;parei-de-reclamar-e-resolvi-me-jogar-mesmo-e-daí&lt;/em&gt; e vocês tendo que ler essas linhas melosas que transbordam romance e bem-aventurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso, queridos, tentei escrever um conto natalino, do tipo daqueles que vocês já leram ano passado e nada... Minha vontade agora era ir à Lapônia agradecer ao bom velhinho em pessoa o grande presente que recebi esse ano, acho que fui um bom menino, mereci, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim mesmo, acho; eu conhecendo os amigos dele, fazendo programas que só faria por causa dele e ele conhecendo meus amigos, minha casa, minhas idiossincrasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum, me lembrei de um conto inglês tão bonitinho, um de um casal pobre (de onde viriam nossas lágrimas, não é mesmo?), o marido resolve vender um relógio de bolso herdado, a única coisa valiosa que tinha, para comprar uma pregadeira de tartaruga para a esposa; a esposa, por sua vez, resolve vender os cabelos para comprar uma corrente de ouro para o relógio de bolso do marido. No fim, nenhum dos presentes serviu pois as finalidades já não mais seriam possíveis. Pelo que me lembro não é esse um conto triste, acho que o autor até deu um tom comedioso. Vocês se lembram desse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um outro que eu me debulhava em lágrimas; era o da pequena vendedora de fósforos, lembram-se? A menina (pobre, claro) tentava vender fósforos na rua cheia de gelo, como ninguém quis comprar e ela já estava há muito sem comer e com muito frio, resolveu acender todos os fósforos de uma só vez e aí ela vislumbrou sua mãe (ou avó, não sei) que já tinha morrido, e resolveu ir com ela. Pra quem não entendeu, ela morreu. E eu, esse ser “frio e calculista”, chorava e chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uns contos de Natal do Oscar Wilde que são de matar, ele os publicava em jornais. São ultra depressivos, um horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o do Scrooge, claro, todos se lembram do “Adorável Avarento” com seus três fantasmas, do natal passado, do natal presente e do natal futuro.&lt;br /&gt; Enfim, conto de natal é o que não falta por aí, todos com a intenção de nos enternecer o coração e vermos o mundo como uma linda esfera dourada de gentileza e amor, mesmo que por uma semana só. Fico muito sensível nessa época do ano, tanto pras coisas alegres quanto pras tristes. E vocês, lembram de alguma historinha de natal pra contar?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110367957775428955?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110367957775428955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110367957775428955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/12/e-eu-que-ando-achando-vida-uma.html' title='E eu que ando achando a vida uma maravilha...'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110319739635751806</id><published>2004-12-16T09:43:00.000-02:00</published><updated>2004-12-16T09:43:16.356-02:00</updated><title type='text'>Uma longa jornada 4 anos atrás</title><content type='html'>&lt;p&gt;E hoje se fechou um ciclo da minha vida. Mais um. Lembram-se que Heleninho aqui morava na casa de uma senhora em Copa? Pois então, não mais. Depois de mais de 4 anos essa etapa da minha vida se fechou e isso é triste, uma parte da minha história que se vai e o luto é necessário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos de risadas, gritos, comida nordestina, jogos de baralho intermináveis à mesa, perrengues mil. Através dela, nesses quatro anos, conheci gente muito diferente de mim, algumas pessoas legais, outras nem tanto. Pessoas que, em contato com essa senhora, se revelavam como eram realmente e, posso dizer, muita gente "saiu do armário" ali, com ela e por causa dela. Uma delas fui eu. Não que tenha saído realmente do armário, mas me lembro do dia que contei pra ela que eu sou gay. Cheguei até a narrar o episódio aqui, mas omitindo esse fato.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui lá dizer a ela que não mais iria morar lá. Sentados na minha cama, fumando à beça (infringindo uma regra que ela mesma impôs: a de não fumar nos quartos) relembramos bons e maus momentos que passamos juntos. Não, não choramos, mas a melancolia pairava.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ainda volto lá semana que vem pra entregar-lhe a chave do apartamento que esqueci de levar (sintomático) e pegar as minhas poucas coisas que ainda tenho lá.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;É isso, mais um ciclo se fecha, portanto outro se abre e vem cheio de coisas por acontecer, figuras em branco prontas para colorir, lacunas enormes e enigmáticas que aguçam meu espírito pueril.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110319739635751806?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110319739635751806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110319739635751806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/12/uma-longa-jornada-4-anos-atrs_16.html' title='Uma longa jornada 4 anos atrás'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110172822909052655</id><published>2004-11-29T09:27:00.000-02:00</published><updated>2004-11-29T09:37:09.090-02:00</updated><title type='text'>Das arcos e das preguiças</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esse fim-de-semana o namorado foi conhecer os "in laws" dele. Foi interessante; na verdade foi ótimo. Todos pareceram gostar dele. Teve conversa no café, passeio turístico, yakisoba de maman, sexo à tarde com gostinho de travessura e calor, muito calor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vê-lo ali foi como um encontro de dois mundos diferentes meus, o do do Rio e o da minha cidade, por isso foi interessante. Vê-lo interagir com as figuras que fazem tão parte da minha vida, mas que ele até aquele momento só me ouvia falar foi como brincar de deus, e por isso foi ótimo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110172822909052655?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110172822909052655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110172822909052655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/das-arcos-e-das-preguias.html' title='Das arcos e das preguiças'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110125177294407245</id><published>2004-11-23T21:14:00.000-02:00</published><updated>2004-11-23T21:16:12.943-02:00</updated><title type='text'>Das duas, uma:</title><content type='html'>Ou o mundo encolheu, ou estou dentro de um aquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110125177294407245?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110125177294407245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110125177294407245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/das-duas-uma.html' title='Das duas, uma:'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110095789483279888</id><published>2004-11-20T11:34:00.000-02:00</published><updated>2004-11-20T11:38:14.833-02:00</updated><title type='text'>Dos antigos caminhos que levam a novos sentimentos</title><content type='html'>O vento, ah, esse vento que nos acaricia desarrumando os cabelos... que traz um cheiro de abacaxis, tecido novo, fumaça. Esse vento, agora carioca, me trouxe palavras, se me apareceram assim, do nada, pedaço de folha pautada, folha caída na primavera dos sentidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pelado na cama está o homem que me enfeitiçou, aquele que me fez acreditar que eu podia sim amar desse jeito, que eu podia me apaixonar por alguém que também estivesse apaixonado por mim. Isso me dá ainda mais tesão, porque é o mesmo homem que eu fui encontrar no café aquele dia e juntar você com aquele homem me deixa muito excitado, por mais louco que isso possa parecer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não, não guardei o papel, não o afastei do seu destino final. Guardei as palavras, essas ainda podem cumprir sua missão. Na primavera dos sentidos florescem lindos beijos orvalhados, carinhos que balouçam à brisa da tarde. Ah, jovens eternos amantes, quantos hibiscos secretos ainda hão de lhes desabrochar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110095789483279888?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110095789483279888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110095789483279888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/dos-antigos-caminhos-que-levam-novos.html' title='Dos antigos caminhos que levam a novos sentimentos'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-110008713971016983</id><published>2004-11-10T09:35:00.000-02:00</published><updated>2004-11-10T09:45:39.710-02:00</updated><title type='text'>Do ouro e de prata</title><content type='html'>Marto, mais uma vez esperava por Filomeno. Nada demais, estão namorando já há meses e meses. Deu uma esticada nos lençóis, ajeitou os livros que estava estudando na noite anterior. Não, dessa vez não lavou o banheiro, não passou gel no cabelo, não vestiu sua camisa rosa e não, não foi esperá-lo no ponto de ônibus. Havia algo de errado? Creio que não, quando os meses se passam e o outro se torna tão familiar quanto nossa própria cara no espelho, esses detalhes vão ficando de lado e vão se assomando ao imenso painel sentimentos, sensações mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filomeno dormiu profundamente, passou do ponto onde deveria parar. Acabou na rodoviária. A mala já não era tão pesada quanto antes, não precisava mais do gel 24 horas por dia, poderia vestir a mesma camiseta dois dias seguidos, dormia só de cueca. Só levava o essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem: entre aqueles dois não poderia haver mais amor. É interessante como, quando viajando, vamos descartando coisas que antes eram tão indispensáveis. Na hora dói um pouco, sentimos saudade antecipada, mas depois vê-se que aquilo na verdade não faz a menor falta; não quando se tem um amor daquele tamanho que, apesar de enorme e denso, substancioso, era leve e natural, como a própria pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marto e Filomeno se amavam mais que tudo. Filomeno não se importava de Marto não ter arrumado o apartamento; para Filomeno, Marto não era toalhas secas, lençóis limpos e livros ordenados por autor e assunto. Para Marto, Filomeno não era mais cabelos em ordem, roupas sem pregas. Um para o outro, agora, era sua casa. O encontro de Marto e Filomeno era como encontrar raízes. Ao se beijarem na porta era como depositar a pasta na cadeira e lançar os sapatos pelo ar e caírem com estardalhaço quase na cozinha. Ao se abraçarem era como tirar o monte de moedas do bolso, e os corpos se encaixavam, como sentarem-se em velhas e confortáveis poltronas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era um dia chuvoso, mais um. Marto, depositado no sofá, esperava Filomeno para finalmente se sentir em casa. Filomeno ia no táxi já sentindo aquela sensação enorme de quem avista na janela as violetas que ele próprio plantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-110008713971016983?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110008713971016983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/110008713971016983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/do-ouro-e-de-prata.html' title='Do ouro e de prata'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109965000072727976</id><published>2004-11-05T08:07:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T08:20:00.726-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Boa tarde Heleno, como vai? Meu nome é T***** P****, e trabalho na empresa Getty Images, que é um banco de imagens internacional. Recebi nessa quinta-feira o email de um de nossos clientes, que identificou em seu blog diversas imagens que são de nossa propriedade. Compreendo que o blog não tem uso comercial, mas preciso te solicitar que retire as imagens do ar. As imagens da Getty podem ser utilizadas gratuitamente apenas para trabalhos acadêmicos, e somente quando não serão expostos publicamente ou escritos em concursos. Todos os demais usos tem algum custo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109965000072727976?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109965000072727976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109965000072727976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/boa-tarde-heleno-como-vai-meu-nome-t-p.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109939688848141078</id><published>2004-11-02T09:53:00.000-02:00</published><updated>2004-11-02T10:01:28.483-02:00</updated><title type='text'>No peito dos desafinados</title><content type='html'>Oquei, sumi por um tempo né. Fui me aventurar pelas terras neblinosas; viagem cultural. Da quinta-feira ao domingo teve vernissage, sessão com TODOS os Cremasters, Bienal, exposição de moda, Still Life, Livraria Cultura, Vieira de Carvalho, passeio pela Liberdade, Ponto Chic; só faltou o ABC Bailão que não fomos por pura falta de energia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo com um pessoal fofo mais meu querido. Cansativo foi, mas de que outro jeito eu conheceria tudo o que conheci? Sem bater perna e se segurar pra não cair de cansaço não tem jeito. Tudo valeu a pena, principalmente porque essas coisas, antes de eu tê-las conhecido, eram mais importantes pro meu queridão e pude dividir com ele esses momentos que já são inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, justificada minha ausência. Agora vou ler o blog de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109939688848141078?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109939688848141078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109939688848141078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/11/no-peito-dos-desafinados.html' title='No peito dos desafinados'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109882554752449504</id><published>2004-10-26T17:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-26T18:19:07.523-03:00</updated><title type='text'>Batismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Gente, não dá pra contar em detalhes, mas que foi estranho, foi. Depois do susto, constrangimento, afobação, estupefação. Pra nossa sorte existe Omo Progress Multi-ação, senão não sei o que seria de toalhas, lençóis e roupas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa eu digo: depois disso, não há como ser mais íntimo, no sentido psico-sócio-antropo-fisiológico e sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito estranho. Agora vou ter que comer espinafre, beterraba, fígado de boi, carne vermelha, feijão pra me recuperar. Nunca vou esquecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109882554752449504?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109882554752449504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109882554752449504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/batismo.html' title='Batismo'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109830450853371191</id><published>2004-10-20T17:13:00.000-03:00</published><updated>2004-10-20T17:39:50.390-03:00</updated><title type='text'>Escrito encontrado em caderno de adolescente dos anos 80</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;br /&gt;"Abandono, é o que eu sinto agora. As pessoas me abandonando, todas elas, todos os dias, sempre; elas vêm pra me abandonar em seguida. Mais que tudo, estou começando a me entediar, a achar isso tudo igual; muito antes de sentir tristeza ou raiva, sinto tédio pela vida, tudo previsível: aquele lá vai vir, ver, cheirar, lamber, comer, pegar e largar, abandonar. Todos são extremamente previsíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha nova mania agora são óculos escuros, estou querendo muito comprar uns pra mim; vários, de vários tipos. Quero poder andar na rua protegido muito mais dos olhares das pessoas que dos raios ultra-violeta, esses últimos, aliás, não causam nenhum medo. Com meus poderosos óculos pretos, cegadores, vou poder, eu mesmo, abandonar todas as pessoas, poder ser eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem abandona aqui sou eu. Eu que quero me ver livre dessas pessoas, meu lugar não é aqui, talvez naquela galáxia que falaram ontem no Fantástico, a nova, que descobriram esses tempos aí. Talvez lá eu não tenha vergonha de ser tão bom, não precise esconder minhas virtudes e me enfear. Talvez lá meus óculos escuros serão risíveis, supérfluos e prosaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entediante sou eu, sem graça. Mas não depois que eu cobrir meus olhos, deixar de ser transparente, ter alguma translucidez líquida e brilhante. (...)"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ABANDONO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Chico Buarque &amp; Edu Lobo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O que será ser só&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando outro dia amanhecer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Será recomeçar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Será ser livre sem querer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O que será ser essa moça &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E ter vergonha de viver&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ter corpo pra dançar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E não ter onde me esconder&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tentar cobrir meus olhos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra minh'alma ninguém ver&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu toda a minha vida&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Soube só lhe pertencer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O que será ser sua sem você&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como será nua em noite de luar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ser aluada, louca&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Até você voltar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra que&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O que será ser só&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando outro dia amanhecer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Será recomeçar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Será ser livre sem querer&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quem vai secar meu pranto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu gosto tanto de você&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109830450853371191?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109830450853371191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109830450853371191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/escrito-encontrado-em-caderno-de.html' title='Escrito encontrado em caderno de adolescente dos anos 80'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109812723939167412</id><published>2004-10-18T15:56:00.000-03:00</published><updated>2004-10-18T16:20:39.390-03:00</updated><title type='text'>Casal Telejornal</title><content type='html'>O Rio de Janeiro continua sendo, isso é certo. E como anda a vida? Tá andando, ué, pelo menos não está parada. Finalmente conheci uma boate gay dessa cidade. Pois é, o caiçara aqui nunca tinha ido a uma daqui. Tudo bem, fui uma vez com o &lt;a href="http://www.mutatches.blogger.com.br/"&gt;Mutaches&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.biscoitosglobo.blogger.com.br"&gt;Biscoitão&lt;/a&gt; numa coisa que eles chamam de boate, mas que... enfim, foi a primeira conhecida, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa gay-zona-sul-carioca: primeira parada, café e cigarros na livraria chique e depois a boate propriamente dita. Adoro ir em boate com namorado, não precisar ter aquelas inseguranças e atitudes de quem está ali pra ver se encontra alguém. Bom, dançar pra mim é um pouco difícil, então tive que acrescentar álcool às minhas hemácias e nem precisou de uma dosagem muito alta, já que quem me interessava seduzir (ou não assustar) já estava lá comigo. Ah, e é ótimo ensaiar o melhor carão, vários tipos. Sim, porque quando estou sozinho é como se exalasse um perfume que afastasse as pessoas, impressionante; basta estar com alguém que já sou muito mais notado. E foi tudo ótimo, beijei o cara mais gostoso da boate, dancei bastante (acho que ele não se assustou) e fumei muito pouco, e posso dizer, uma grande parte da ressaca do dia seguinte vem da grande quantidade de nicotina e alcatrão que se ingeriu na noitada, eu posso comprovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exauridos que chegamos dormimos até tarde no domingo, o que pra nós foi às 10h da manhã. E a disposição pra fazer alguma coisa, cade? Que nada, ficar namorando em casa mesmo, com incontáveis capuccinos e televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje já é dia branco de novo, tudo de novo, ainda bem que tem feriado daqui a pouco, estou pifando, muito embora nem esteja tão atarefado assim, mas quero aquela sensação de ausência de responsabilidade, a única coisa pra se pensar é como me entreter da melhor maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, post bobinho, página de diário, mas não tenho (ins)piração pra fazer meus maravilhosos contos romantico-homo-eróticos assim, sempre. Calma, deixa as águas rolarem que venho com coisas boas pra gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109812723939167412?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109812723939167412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109812723939167412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/casal-telejornal.html' title='Casal Telejornal'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109786365235517499</id><published>2004-10-15T15:05:00.000-03:00</published><updated>2004-10-15T15:07:32.356-03:00</updated><title type='text'>Dos tempos de Esparta</title><content type='html'>O tempo aqui está chuvoso, meio calorento, mas um ventinho fresco deixa as coisas mais agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na academia hoje só estávamos o instrutor, uma freqüentadora, o técnico de manutenção e eu. Para minha surpresa, ninguém apareceu por lá, justamente hoje que os garotões deveriam estar inchando os bíceps e tríceps, a academia vazia, toda para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como sempre, faço minhas séries amaldiçoando o inventor daqueles aparelhos e também a mim mesmo por querer ficar ali. O instrutor ri à beça com minha indignação e rabugisse. A outra, uma jovem senhora muito simpática, ficava puxando papo comigo, o que me atrasava um pouco, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, eu já me preparando para ir embora, aliviado, ficamos os quatro conversando e, por hoje ser o dia do professor, o assunto foi indo para as crianças de hoje em dia. Pelo jeito os pais não as estão sabendo criar, estão muito mal-educadas, mandonas e sem nenhum respeito por autoridade. Enfim, nem vou entrar no mérito da questão porque isso dá pano pra posts e mais posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que amanhã de manhã vou finalmente reencontrar meu querido e é isso que importa. Amanhã os céus se encherão de estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109786365235517499?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109786365235517499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109786365235517499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/dos-tempos-de-esparta.html' title='Dos tempos de Esparta'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109733898526628986</id><published>2004-10-09T13:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-09T13:23:05.266-03:00</updated><title type='text'>Das rosas e dos maias</title><content type='html'>Acordou. Um cheiro alegre no ar, um perfume. Um calor a mais na cama. Ali ao lado os sonhos eram outros, costas relaxadas viradas para ele, cabelos desordenados no travesseiro, a coberta nas pernas, a respiração... Chegou as narinas perto da axila dele, era dali que vinha o perfume, daquelas axilas agora vinham uma serenidade dilacerante, uma felicidade densa e polpuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vontade de chegar meus lábios e sentir com eles o calor da tua têmpora; envolver tua cintura, tua barriga com minhas mãos, mas não quero te acordar, meu menino, dorme, dorme que assim você se protege do mundo lá fora, esse mundo que te estraga e embaça a tua beleza; dorme que eu te quero envolvido nos meus lençóis azuis, te quero assim, só com meus olhos te acariciando; dorme que eu vou fazer café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça numa calma agitada enquanto escovava os dentes e a água esquentava. &lt;em&gt;Ele está aqui...&lt;/em&gt; Pó de café, filtro, carro passando... &lt;em&gt;Está dormindo...&lt;/em&gt; xícaras, bandeja... &lt;em&gt;ali no quarto...&lt;/em&gt; o pau esfolado raspando no calção... vontade de chorar... &lt;em&gt;está comigo...&lt;/em&gt; pão... &lt;em&gt;está comigo, ali, aqui...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu corpo emanava o cheiro de sexo, o perfume doce da saliva seca nos mamilos. Dessa vez os afazeres domésticos não o afastaram dos pensamentos, era tudo pra ele, pro anjo que dormia, as penas das asas faziam cócegas na alma, faziam rir que nem criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no quarto com a bandeja do café, ele havia se virado, estava de barriga pra cima, os olhos fechados, a boca entreaberta. &lt;em&gt;Ele está aqui...&lt;/em&gt; Parou ao lado da cama e se viu entregue, de repente se sentiu ridículo, prosaico. O barulho das xícaras o fizeram abrir os olhos. Sorriu se espreguiçando, ronronando baixinho. Perfeito... &lt;em&gt;Dormiu bem?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109733898526628986?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109733898526628986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109733898526628986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/das-rosas-e-dos-maias.html' title='Das rosas e dos maias'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109716443034285894</id><published>2004-10-07T13:37:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T12:53:50.343-03:00</updated><title type='text'>Da época helenística</title><content type='html'>Calma, gente, Heleno ainda está vivo, não largou tudo e foi fazer waffles na Bélgica, ou ser manicure em Nova Iorque não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante como as coisas são. Não adianta se falar do que não se conhece. Há uns dois meses atrás eu morria de medo de começar um relacionamento longe da minha cidade natal porque, na minha cabeça, seria um esforço muito grande ter que sair daqui pra ficar com a pessoa que estivesse gostando. O interessante é que, agora que tenho essa pessoa, o esforço é mínimo, tão menor do que eu pensava. Ir pro Rio com a carinha dele no meu pensamento é ótimo e muito prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei domingos dias muito ruins. Quando estou estudando ainda tem a explicação da segunda-feira começar a semana de aula toda de novo, e os afazeres e todo o resto. Mas até quando estou de férias isso acontece, o domingo se torna igualmente depressivo e menstruado, como um cachorro que se esconde de um grito de gol do futebol, como diria Mário Quintana. E nunca, nunca, fui pro Rio nesse dia, por já ser um dia depressivo e cinzento, mesmo com sol, e ainda por cima ir pra uma cidade que definitivamente não morro de amores.  O fato é que nesse domingo, em que eu normalmente iria votar e voltaria pro meu sofá e meus amigos de MSN, me vi querendo ir para essa cidade, simplesmente por ter como habitante esse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração muda as coisas. As coisas mudam por si só, também.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109716443034285894?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109716443034285894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109716443034285894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/10/da-poca-helenstica.html' title='Da época helenística'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109649255764644571</id><published>2004-09-29T17:56:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:51:32.193-02:00</updated><title type='text'>Hibiscos na janela</title><content type='html'>No silêncio possível do quarto&lt;br /&gt;na languidez da manhã&lt;br /&gt;no calor do abraço nu&lt;br /&gt;no frescor dos sorrisos&lt;br /&gt;na ausência quase total de urgência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No coração aquecido uma, várias batidas a mais&lt;br /&gt;Na cabeça um &lt;em&gt;SIM SIM SIM SIM...!&lt;/em&gt; latejante&lt;br /&gt;Nos ouvidos Brahms e na ausência Tchaikovski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patético que sou&lt;br /&gt;meu sorriso não se desfaz na boca&lt;br /&gt;E minhas mãos, no ar, tentam agarrar seus cabelos de hibisco&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109649255764644571?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109649255764644571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109649255764644571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/09/hibiscos-na-janela.html' title='Hibiscos na janela'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109603564454874782</id><published>2004-09-24T10:08:00.000-03:00</published><updated>2004-09-24T11:20:44.550-03:00</updated><title type='text'>Tota pulchra es Maria</title><content type='html'>A felicidade do encontro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se chama esse perfume que a gente sente quando ouve "tão bom você aqui comigo..."?&lt;br /&gt;E o lapso de tempo que há enquanto estamos nos braços um do outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou sentir saudade...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutar Cecilia Bartoli abraçadinhos na cama: &lt;em&gt;Caro mio ben, credi mi almen, senza di te languisce il cor...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez o jantar foi preparado a dois e parece que a sobremesa está sendo servida na entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109603564454874782?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109603564454874782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109603564454874782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/09/tota-pulchra-es-maria.html' title='Tota pulchra es Maria'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109531250487601314</id><published>2004-09-16T02:25:00.000-03:00</published><updated>2004-09-16T02:28:24.876-03:00</updated><title type='text'>Das Conspurcações</title><content type='html'>Vou contar como foi o dia de hoje, fazer a linha "meu querido diário".&lt;br /&gt;Tive aula pela manhã no Rio e depois vim pra minha cidade. Cheguei aqui às 14horas. O coordenador da parte de cultura da faculdade onde eu regia o coro tinha marcado comigo às 16h para conversar com ele. Cheguei lá a essa hora em ponto, eu sou pontualíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos um tempo sobre amenidades e começamos a conversar sobre o coro. Ele disse que tinha algumas coisas a respeito de concertos e repertório comigo, mas que o outro coordenador chegou com algumas determinações pra ele, então era preciso que eu conversasse com o outro antes. Esse outro não se encontrava na instituição naquele momento; então, como não havia mais nada pra eu fazer e ainda faltava mais de uma hora pro ensaio, fui comer alguma coisa, já que não tinha almoçado ainda. Comi alguma coisa e fui me sentar num banco do pátio pra fumar meu cigarro e ler um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha me sentado ali havia uns cinco minutos, quando aparece um rapaz, bonitinho, barba por fazer, com duas latas de guaraná e um cigarro apagado nas mãos. "Me empresta seu fogo?", ele perguntou, "claro", eu disse e prontamente já fui pegar meu isqueiro no bolso. Nesse ínterim ele "Aceita?", me dirigindo uma das latas, e eu "Não, obrigado", acendi seu cigarro e ele insistiu "não mesmo?" e eu "só se você me acompanhar". Mas ele não podia, tinha que levar os guaranás para outra pessoa. E saiu, sumiu dentro de um dos prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui mais me concentrar na leitura e decidi ir pro salão de ensaio de uma vez e ficar lá estudando piano até a hora do ensaio. O pessoal do coro foi chegando e sentando, mas não havia chegado nenhum baixo ainda, então esperei mais. Já eram umas 17h45 quando o outro coordenador se assoma à porta e pede pra falar um instante comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, ele estava ali pra me dizer que o antigo regente, quem eu estava substituindo, tinha decidido voltar por alguma contingência lá dele e que, por causa disso, eles teriam que abrir mão de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei surpreso com a notícia, muito embora eu já imaginasse que isso fosse acontecer mais dia, menos dia, só que eu esperava que o outro fosse voltar só no ano que vem. Enfim, fiquei aturdido e principalmente muito surpreso porque o outro regente é meu amigo, desses de dormir na minha casa e tudo; o coordenador me disse que ele, o outro regente, havia estado lá na faculdade na segunda-feira. Ora, houve tempo de sobra para ele tentar falar comigo, não? Mas não foi o que ele fez. Não o estou julgando, ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noticiei o coro da mudança, cancelei o ensaio de amanhã e terça-feira que vem eles já têm ensaio com o antigo/novo regente. Vamos ver se até lá ele me liga pra uma satisfação, ou ainda uma explicação, sei lá, um comunicado que seja. Quando foi que a nossa amizade passou a ser intermediada desse jeito? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, lembram-se do post em que eu falava sobre vaidades no meio artístico? Então, é assim, daí pra pior, se vocês querem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109531250487601314?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109531250487601314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109531250487601314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/09/das-conspurcaes.html' title='Das Conspurcações'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109479268703085662</id><published>2004-09-10T02:00:00.000-03:00</published><updated>2004-09-10T02:04:47.030-03:00</updated><title type='text'>O desconforto</title><content type='html'>Acordou. Um cheiro triste no ar. "Está se afastando, ele está se afastando", pensou com um sobressalto. O coração batia assustado, latejando as idéias. Ah, a tristeza do inevitável, a dor do indelével, marcado lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Está se afastando&lt;/em&gt;... cortinas emboloradas no quarto. A cabeça agitada, enquanto escovava os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... porque eu gosto dele... oi, gato, beleza?... desenhei um sol pra você aqui no quarto... vou dormir... seus lábios... Abração!... o que tem feito de bom?... “as pulgas pulam porque também têm pulgas”... vai não!... tudo o que eu queria agora... você... eu... (sorriso)... pára com isso... tô triste... quando você vem?... tô feliz hoje... meu e-mail chegou?... adorei as fotos... com um beijo quente, me despeço... dor de garganta... caro mio bem, credi mi almen, senza di te languisce il cor... você é lindo... lindo... lindo...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Está se afastando&lt;/em&gt;... almofadas jogadas pelo chão. Dores lançadas no peito, lágrimas pelas faces. Seu pé gelado não o deixava chorar. A fumaça do cigarro espiralava tristonha pelo ar parado da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recortes de conversas, pedaços de amores, todos no mesmo cartaz, colados a frio, meticulosamente posicionados no papel azul. Frio na barriga, vontade de vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estamos nos afastando, não há mais jeito, volta. Preciso aguar as plantas, acabou o papel higiênico. Afastando... café, pão, leite, cigarro, aluguel, Afastando... Dona Lurdes, biscoitos, meias e cuecas, gravata, livro, Afastando...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lentamente os afazeres do dia afastaram aquele sentimento ruim do peito dele, mas o fato estava lá, pregado no espelho do armário, &lt;em&gt;Estamos nos afastando&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109479268703085662?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109479268703085662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109479268703085662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/09/o-desconforto.html' title='O desconforto'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109426088192966168</id><published>2004-09-03T22:13:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:50:01.280-02:00</updated><title type='text'>A Arte da Fuga</title><content type='html'>Pega-se um bom Sujeito. Uma vez que o Sujeito tenha personalidade e caráter próprios, vem a ele um bom Contra-Sujeito. Desenvolva-os, faça-os passar por diversos episódios, contrapondo-se entre si. Faça com que desempenhem muitos movimentos contrários, ou que quando um estiver expondo seu desenvolvimento, o outro esteja em pausa, ou repouso, ou menos movimentado. Depois arranje outros Contra-Sujeitos que sejam ouvidos simultaneamente ou cada um ao seu momento. Faça com que a harmonia entre eles seja ao mesmo tempo unificadora e frágil. Desenvolva-os o máximo que puder, faça-os responderem-se entre si. Cuide para que tudo seja interessante ao expectador, que nada seja curto ou extensivo demais. Não, os uníssonos são predominantemente desinteressantes. Depois faça com que cheguem a um acordo, a um acorde final, resultado de uma cadência conclusiva.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109426088192966168?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109426088192966168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109426088192966168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/09/arte-da-fuga.html' title='A Arte da Fuga'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109388289549374277</id><published>2004-08-30T13:04:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:48:05.386-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tá bom, o último post foi meio deprê, porém serve pra gente ficar mais atento às coisas. O meio homossexual pode ser muito perverso, e não é preconceito não, é fato. Os homens já são conhecidos por comentarem entre si fatos ocorridos entre eles, mas inveja, perversidade (ou perversão), fofoca, são coisas femininas. Não que seja coisa exclusivamente de mulher, mas a energia que está em torno disso é feminina, sutil, porém devastadora, às vezes. Aí você imagina um homem com uma energia feminina mais acentuada e dá nisso. Por favor, não confundam ‘feminino’ com ‘afeminado’, são coisas muitíssimo diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde também se vê essa energia feminina mais acentuada é no meio artístico, pois a Arte é feminina. E se você junta os dois, homossexuais e artistas, o que tem muito, então vira um covil só. Sei disso porque pertenço a essas duas classes aí e posso dizer com propriedade: "a inveja é uma merda". Tem uma gente muito recalcada no meio artístico, vocês não iriam acreditar. Lembro-me uma vez que estava no corredor da Escola de Música, lendo alguns prospectos que pendiam no quadro de avisos, quando duas pessoas conversavam sobre música, claro, até bem entrosadas, uma delas: "Desculpe, eu não sei o seu nome", no que a outra responde: "É, que pena" e saiu, deixando o primeiro com cara de tacho no meio do corredor. Eu só dei uma olhada pra trás pra ver de quem se tratava, o com cara de tacho me olhou aturdido e eu acenei a cabeça em cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem tudo são pedras nessa vida, tem gente muito do bem. O que é certo é o dito popular: "ora e labora", o resto vem a seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109388289549374277?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109388289549374277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109388289549374277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/t-bom-o-ltimo-post-foi-meio-depr-porm.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109363327817151805</id><published>2004-08-27T15:59:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:47:44.920-02:00</updated><title type='text'>Tresloucada e seminua</title><content type='html'>Eu hoje vou falar do Seu Ediléio. Ele era dono das duas cantinas do colégio onde passei toda minha infância e parte da adolescência, 13 anos ao todo. Seu Ediléio já era velho quando eu ainda era criança. Casado com filhos. Tinha como funcionários belos rapagões sarados, bem bonitos mesmo. Todos no colégio comentavam o fato, os "gatos da cantina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre um deles havia Eliano. Ele era o funcionário mais antigo de Seu Ediléio. Foi um dos primeiros homens que achei bonito. Moreno, usava óculos, muito bonito mesmo. E uma das coisas que sempre me chamou a atenção nele era o fato de que ele sempre estava mau humorado, sempre muito sério, atendia-nos secamente, não ria nunca. Isso dava um charme e um magnetismo enormes àquele funcionário de compleição atlética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o meu primeiro contato com alguém que contraísse aids. Sim, Ediléio morreu dessa doença maldita e foi muito falado na época. Houve pais de alunos que fizeram protesto quanto à permanência dele no colégio, represália dos alunos. Eu, ao contrário de todos, ia comprar exatamente na cantina onde ele estivesse e sempre tentava ser atendido por ele mesmo; um jeito de chamar sua atenção. E ele, como já era de se esperar, nem ligava pra nada, continuava taciturno servindo meu salgado e refrigerante com indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não ficava chateado, nem julgo ninguém. Cada um vive do jeito que sabe, ou que pode viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Seu Ediléio era bissexual, depois fiquei sabendo. Não sei se ele mantinha algum relacionamento com algum dos seus funcionários, só sei que era assíduo freqüentador de saunas. Seu Ediléio, ainda quando eu estudava lá, não mais foi visto por nós, estudantes; depois ficamos sabendo de sua morte. Só muitos anos depois de eu ter saído de lá é que soube como. Numa sauna, estava ele, lépido e fagueiro, quando resolveu tomar banho. Alguma bichinha perversíssima resolveu colocar no sabonete um pedaço de gilette. Seu Ediléio saiu de lá com um enorme corte no peito que ia da axila esquerda a uma das costelas inferiores do lado direito. O corte cicatrizou, mas depois desenvolveu câncer no local, e ele morreu disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque me lembrei dessa história há anos esquecida nesses porões empoeirados da minha memória.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109363327817151805?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109363327817151805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109363327817151805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/tresloucada-e-seminua.html' title='Tresloucada e seminua'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109287470825174107</id><published>2004-08-18T20:53:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:39:22.823-02:00</updated><title type='text'>Something's Coming</title><content type='html'>&lt;em&gt;Could be, who knows? There's something due any day.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I will know right away, soon as it shows.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It may come cannonballin' down through the sky, gleam in its eye, bright as a rose!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Who knows?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It's only just out of reach, down the block, on a beach, under a tree.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I got a feeling there's a miracle due, gonna come true, coming to me.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Could it be? Yes it could, something's coming, something good.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If I can wait, something's coming, I don't know what it is, but it is gonna be great...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Do musical &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0055614/"&gt;West Side Story&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, de 1961. Nessa música Tony canta no beco atrás da loja onde trabalha, porque tem o sentimento de que algo em sua vida vai mudar. Mal sabe ele o tamanho da mudança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tive esse sentimento de que minha vida iria mudar. Se tive foi tão efêmero e tão insignificante que não me lembro e a mudança não aconteceu. Por isso fico cantando aos quatro ventos essa música, quem sabe ela chama a mudança. Mas já vou logo avisando que se a mudança não for pra melhor eu não quero não. Enfim, eu sempre fiz isso, nem sei desde quando, mas acredito que quando uma música não sai da cabeça é porque a mensagem nela, ou o que ela significa pra mim, ou para outra pessoa, ou para determinada situação, é importante ser analisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta, música sempre foi importante na minha vida. Contam meus tios que quando eles me levavam à missa, lá na terra do meu pai, eu ainda era muito pequeno, talvez um ano, ou dois... tinha uma música que o coral cantava que eu sempre chorava. Eles não se lembram de qual música era, mas acontecia. Na verdade ainda acontece.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109287470825174107?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109287470825174107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109287470825174107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/somethings-coming.html' title='Something&apos;s Coming'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109262519810001569</id><published>2004-08-15T23:57:00.000-03:00</published><updated>2004-08-15T23:59:58.100-03:00</updated><title type='text'>Ócio criativo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eufrásio e Terezo estão sentados no banco da praça. A cidade é daquelas pequenas, que têm uma praça grande bem no meio dela, geralmente com a igreja matriz num dos lados. É um domingo de sol. Na praça estão os casais de meia idade fazendo sua caminhada e encontrando os amigos. Num canto há o sorveteiro, perto dele tem dois meninos lambuzados, um casal de namorados dividindo um picolé de limão e um cachorro enrolado dormindo. No outro canto um trailer de sanduíches com mesinhas metálicas vermelhas e bambas na frente. Em outro canto barraquinhas de bijuterias, panos de prato pintados, roupas, relógios... Nos bancos distribuídos simetricamente por toda a praça via-se uma velha tricotando, casais, senhores aposentados, cervejeiros, jogadores de dominó, cartas; crianças mil correndo, em carrinhos, dormindo, chorando. Seria mais um domingo dos 52 que tem por ano, se não fosse por aqueles dois sentados nos bancos quase no centro da praça&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ninguém sabe direito como começou, mas os dois rapazes começar a falar alto. Uma discussão dos dois começa, a praça silencia. Agora na arena só os dois rapazes exclamam com veias saltadas. Eles se levantam do banco, primeiro Terezo, depois Eufrázio. Com mãos agitadas e corpos jogados para frente ameaçadoramente eles se enfrentam, parecem discutir algo sobre eles mesmos. O povo na praça olha atento. De repente &lt;em&gt;pah!&lt;/em&gt;, um tapa e &lt;em&gt;pah!&lt;/em&gt;, outro tapa de revide. Silêncio. Silêncio no sorveteiro, silêncio no trailer, nos bancos, nas crianças, silêncio. Terezo e Eufrázio estuporados, cada um vai prum canto da praça, sentam-se num banco sozinhos. De um lado Terezo chora em silêncio e resignação, observado pela velhinha que tricotava. No outro canto Eufrázio o fita com raiva, arfante. Um minuto, cinco minutos se passam e a praça começa a voltar ao normal, mas todos já o tinham visto. Terezo se levanta e começa a ir em direção a Eufrázio, que faz o mesmo. De pé, no meio da praça se abraçam e choram convulsivamente pedindo perdão mútuo&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vocês podem não acreditar, mas dois amigos nossos faziam isso quando adolescentes. Todo domingo eles iam pruma cidade vizinha e desempenhavam essa performance; por nada, pra ter o que fazer só, pra ver as reações. Tudo pra quebrar o tédio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109262519810001569?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109262519810001569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109262519810001569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/cio-criativo.html' title='Ócio criativo'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109234106149538293</id><published>2004-08-12T16:48:00.000-03:00</published><updated>2004-08-12T17:04:21.496-03:00</updated><title type='text'>Mrs. Miller</title><content type='html'>Pois bem, estive no Rio. Desculpe-me meus amigos blogueiros cariocas se não dei um telefonema, mas depois eu esclareço os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o clima do Rio estava uma maravilha, frio e ventando, do jeito que eu gosto. Nem tive como entrar na net, só pra ver e-mails e tal, e quando entrava era tão tarde que não tinha ninguém no MSN...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, comprei meu ingresso pro concerto da &lt;a href="http://www.deccaclassics.com/artists/argerich/index.html"&gt;Martha&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://www.deccaclassics.com/artists/freire/"&gt;Nelson&lt;/a&gt;, que vai ser no Theatro Municipal do Rio, dia 23 de setembro. EU VOU!!! Nem estou acreditando, só vou acreditar quando estiver lá dentro e os dois tocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei aqui hoje e tinha um e-mail do meu irmão com alguns linques. Eu os repasso aqui, é de uma cantora lírica, dessas que a gente não esquece jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse primeiro &lt;a href="http://www.franklarosa.com/vinyl/Exhibit.jsp?AlbumID=77"&gt;linque&lt;/a&gt; ouçam a música A Hard Day's Night.&lt;br /&gt;Depois, &lt;a href="http://www.counterpoint-music.com/specialties/mrs_miller.html"&gt;nesse outro&lt;/a&gt;, ouçam The Girl From Ipanema. Prestem atenção na interpretação, no timbre de voz da cantora, nas improvisações, tudo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109234106149538293?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109234106149538293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109234106149538293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/mrs-miller.html' title='Mrs. Miller'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109157588243076119</id><published>2004-08-03T20:24:00.000-03:00</published><updated>2004-08-03T20:31:22.430-03:00</updated><title type='text'>1 quilo de sal, por favor!</title><content type='html'>Uma vez, lááá no ano 2001, minha senhoria veio me avisar que iria se mudar do Rio para o Nordeste, tentar a vida lá, já que no Rio não tava dando em nada. Éramos sete rapazes que alugávamos nossas respectivas sete vagas naquele apartamentão em Copacabana. Fiquei dois anos morando ali; fiquei amigo da senhoria, uma cearense arretadíssima, e conheci gente muito interessante, dentre os que passaram por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles foi o Magro (pseudônimo). Vindo diretamente do Norte, estava no Rio fazendo (tentando fazer) mestrado. Ele já estava lá havia uns meses, quando recebemos o ultimato da senhoria pra procurarmos outro lugar. Não que ela não se importasse conosco, aliás uma das grandes preocupações dela era encontrar um outro lugar legal pra gente, principalmente pro Magro e eu. Então ela vivia na rua tentando achar lugar e nós dois também procurando. Sempre que encontrávamos alguma coisa ela ia conosco ver também pra se certificar de que o lugar era tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ela encontrou algo em Copa mesmo, um quarto com duas camas pro Magro e eu. Tudo combinado por telefone, fomos nós três à casa da dona Sérgia, que morava na Atlântica. Vale mencionar aqui que isso aconteceu no dia anterior ao que minha senhoria iria viajar com mala e cuia pro Nordeste, por isso tínhamos pressa de encontrar pelo menos um lugar pra passar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecemos os três lá no apartamento térreo de um prédio na beira da Atlântica. Fomos recebidos pela própria Dona Sérgia, mulher de uns 50 anos, magra, esguia, parecia-se muito com a &lt;a href="http://odia.ig.com.br/sites/nossosbichos/fotos/ladydeitada.jpg"&gt;Lady Francisco&lt;/a&gt;, com seu cigarro aceso e rosto até simpático. Em uma curta conversa ficamos sabendo que já foi casada com um suíço (aqui as coisas começam a ficar estranhas; mulher de Copa que já foi casada com suíço a gente logo pensa outras coisas...), mas estavam separados. Tudo era ainda mais estranho por causa da garota que estava sentada no sofá conosco. Devia ter seus 25 anos e nos foi apresentada como "secretária" de D. Sérgia; descalça, com uma micro-saia, camiseta de malha recortada nas mangas, pescoço e barriga, ultra maquiada e cabelos recém pintados de preto, dava pra se notar. Ela tinha em mãos um caderno e uma caneta e, com eles, escrevia alguma coisa de vez em quando; não tinha nenhum pudor em mostrar pra nós três a cor de sua calcinha quando descruzava e cruzava as pernas. Também fumava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magro e eu em silêncio quase o tempo todo, fomos ver o quarto, afinal de contas. Entramos, o cheiro de umidade há muito fechada ali nos sufocou, principalmente quando ela abriu os guarda-roupas embutidos. A não ser que ela estivesse fazendo um estudo sobre os fungos que cresciam na zona sul do Rio, aquilo parecia mais meio de cultura mesmo, tudo mofado e com cheiro forte. Nem por reza brava Magro e eu colocaríamos nossa roupa &lt;em&gt;by Citicol&lt;/em&gt; naquelas prateleiras bolorentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, já havia motivo mais que suficiente para eu não querer ficar ali. Foi quando ela nos levou à cozinha. Nem nos contos mais &lt;em&gt;nelsonrodrigueanos&lt;/em&gt; eu me senti daquele jeito. Pra começar era escura qual uma catacumba. Ela acendeu a luz, mas era tão fraca que dava ao recinto uma tristeza, uma lugubridade e um desconforto tais que quase não percebemos os armários, que iam logo acima da pia, todos tortos e quase caindo dali. E isso sem Magro e eu darmos um pio, quem falava era nossa senhoria. Dissemos que ficaríamos naquele antro sim e demos um sinal de pagamento para D. Sérgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos pra casa arrasados, nós dois. Magro e eu resolvemos ir almoçar. Sentados à mesa, permanecemos em silêncio até que ele falou que não gostou nada do lugar. Eu disse que também não. Saímos do restaurante e compramos um jornal, vimos um anúncio em Ipanema, ligamos e fomos lá resolver. Apartamento um pouco menor, mas teríamos nosso quarto. Tudo acertado com a dona e a filha, resolvemos ir lá na D. Sérgia tentar resgatar o nosso sinal. Demos com os burros n'água, ela não quis nos devolver e não podíamos fazer nada, já que tudo foi tratado verbalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo colocar aqui em palavras o tamanho do meu stress naquela hora. Em primeiro lugar, isso de procurar lugar pra ficar sempre foi uma das coisas piores pra mim. Em segundo, eu tinha que estar aqui na minha cidade às 20h, o que acarretaria eu pegar o ônibus de, no máximo, 18h e para isso tinha que estar no 126, 127, 128... no máximo às 15h30 para dar tempo de fazer tudo. A dona do apartamento de Ipanema queria um adiantamento ainda aquele dia para segurar nossos lugares lá. A D. Sérgia, &lt;span style="font-size:85%;"&gt;filhadaputadesgraçada&lt;/span&gt;, não quis devolver nem a metade do que pagamos e eu não tinha mais dinheiro, nada. Sem contar que nossa senhoria partiria no dia seguinte, então tínhamos que encontrar algum lugar pra ficar. Saímos da D. Sérgia, &lt;span style="font-size:85%;"&gt;filhadaputadesgraçada&lt;/span&gt;, e eu tinha que me sentar e fumar um cigarro. Nos sentamos num dos bancos ali na calçada mesmo e eu desatei a chorar de desespero. O Magro me abraçou, pediu calma e disse que me emprestaria o dinheiro, sem problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fomos ao apartamento de Ipanema e acertamos com a dona. Eu vim pra minha cidade e o Magro ficou lá pra já ir arrumando as coisas dele. No dia seguinte fui ao Rio novamente, levei minhas coisas para o novo apartamento e de lá fomos, Magro e eu, pra rodoviária nos despedir de nossa senhoria. Dessa vez chorei de saudade, choramos todos. Depois disso Magro e eu ficamos muito próximos. Como já me disseram certa feita: "você se torna amigo de alguém depois que vocês juntos comem um quilo de sal". Nesse dia devemos ter comido uns 200g cada!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109157588243076119?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109157588243076119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109157588243076119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/08/1-quilo-de-sal-por-favor.html' title='1 quilo de sal, por favor!'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109130264584133960</id><published>2004-07-31T16:35:00.000-03:00</published><updated>2004-07-31T16:37:25.840-03:00</updated><title type='text'>Ninho das serpentes</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hoje é aniversário de um amigão meu. Esteve comigo num dos meus piores dias. Também foi meu primeiro "hômi", especial pra mim. Pena que está tão longe de mim. Sumiu pro norte do Brasil e deve estar lá confraternizando com os índios. Ele está fazendo 39 anos hoje; pois é, 12 anos mais velho que eu, incrível. Dia desses eu conto como foi minha experiência com ele, desde eu chorando em plena Av. Atlântica com ele me consolando, até nós dois deitados num colchão no meu quarto. Tudo vale a pena, tudo "postável"...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Pois é, ele está lá. Não sei mais seu telefone, seu e-mail mudou, ele nem sabe que tenho blog. Apesar de ter me ligado no meu aniversário, a minha emoção foi tão grande que não consegui perguntar nem dizer metade das coisas que me vinham antes e nem as que vieram depois do telefonema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Então, meu querido, estou aqui mentalizando tudo de bom que eu quero que te aconteça. Uma espécie de e-mail mental, será que chega aí?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109130264584133960?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109130264584133960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109130264584133960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/ninho-das-serpentes.html' title='Ninho das serpentes'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109105439361547225</id><published>2004-07-28T19:32:00.000-03:00</published><updated>2004-07-28T19:45:51.800-03:00</updated><title type='text'>Noelle e as preguiças</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; gente, eu vou embora daqui a pouco, não tenho idéia do que vou fazer agora.........&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; não sei para onde vou...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Heleno: &lt;em&gt;vem pra cá.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; ahahahahah, como?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Heleno: &lt;em&gt;assim, vai pra rodoviária e lá pega o ônibus.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; olha que eu vou, hein?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; o q cê vai fazer hj, Leno?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Heleno: &lt;em&gt;nada em especial, só trabalho quarta-feira.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; bem, faltam 9 minutos para eu sair daqui.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Heleno: &lt;em&gt;Então, daí vc pega o ônibus e vai pra rodoviária.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; Sério? Posso ir e voltar amanhã?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Heleno: &lt;em&gt;Claro!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Noelle:&lt;/strong&gt; Então eu tô indo!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que uma segunda-feira legalzinha ficou muito melhor. Às 15h40 aportava aqui Noelle Page. Desceu do ônibus com sua blusa amarela e botas de botar inveja em qualquer Adriane Galisteu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, depois dos abraços e das lágrimas, da rodoviária fomos tomar um café com pão-de-queijo. O Moi conhece isso muito bem, né? Do café pro Parque conversar à sombra das árvores centenárias. Conversa e cigarros, foi o que deixamos lá. Próxima parada, casa. Noelle conheceu maman e mi hermanito. Da minha casa para o shopping na cidade vizinha encontrar meu cunhado, que iria assistir O Homem Aranha 2, enquanto nós ficaríamos tomando chopp. Conversa vai, conversa vem, o álcool nos levou a assuntos, digamos, menos nobres (como não poderia deixar de ser) e ficamos por ali até umas 23h, quando pegamos o ônibus e voltamos pra casa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parada no MSN pra fazer um pouco de inveja em quem não era eu. Rimos à beça de fatos de fotos. Depois, caminha. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordamos na terça-feira ao meio-dia, não almoçamos. Ficamos papeando à mesa até de tarde, quando saímos pra comprar algumas coisas e conversar mais nos banquinhos brancos, rodeados de cotias. Voltamos. Conversa, conversa, conversa... isso se repetiu muito durante a estadia de Noelle aqui. Resolvi preparar umas caipirinhas pra gente, o que fez Noelle ter sono rapidinho; foi dormir cedo. Eu continuei no meu vício internético até às 2 e meia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordamos às 10 horas, tomamos café e Noelle agarrou nos joelhos de maman implorando por uma consulta às cartas. Houve a consulta, mais um tempinho e levei Noelle à rodoviária novamente para que retornasse à sua casa. E foi melancólico que vi aquela mesma blusa amarela e aqueles saltos que ressoavam pela casa subirem as escadas e desaparecerem no corredor do ônibus.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isso, quando quiserem alegrar a vida de vocês, chamem por Noelle Page.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109105439361547225?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109105439361547225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109105439361547225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/noelle-e-as-preguias.html' title='Noelle e as preguiças'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109077946345245117</id><published>2004-07-25T15:12:00.000-03:00</published><updated>2004-07-25T15:29:48.973-03:00</updated><title type='text'>12 à mesa</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ok, sábado foi daqueles dias em que vão chegando as pessoas, sem terem combinado nada, e de repente a casa está cheia de gente que apareceu ali espontaneamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Um casal com a filhinha inteligente, um casal de professores, um amigo gay (que trouxe o casal de professores pra gente conhecer), Montalban com o ficante, maman, meu irmão e o namorado e eu. Todos em volta da mesa se empanturrando de café e biscoitos e muita, muita conversa. E risos, muitos risos, risadas; os músculos faciais doíam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;De alunos e professores mala, a família, comida, o assunto mudava, dançava em cima da mesa e se alimentava dos nossos olhares interessados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A tia louca do amigo gay foi um dos assuntos que mais rimos. Daquelas loucas que não vão pro sanatório, sabem? Que casam e têm filhos "normais", mas são loucas. O marido alcoólatra ela xingava, chorava dizendo que ele era a desgraça dela. E rogava praga, viu... &lt;em&gt;É câncer no fígado, é câncer que ele vai ter! Meu Senhor, câncer no fígado dele!!&lt;/em&gt; Bradava surtada. Aos olhos incautos poderia parecer ódio, mas a gente entende que no fundo é a insegurança, o medo enorme de se ver sem ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o marido morreu. De quê? Acertou quem disse câncer no fígado. No enterro, todos nem tão tristes assim, por causa do longo período em que ele ficou acamado,&amp;nbsp;já haviam se conformado. No cemitério, todos em volta da cova aberta e o caixão com o marido dentro chegando. Ela pula dentro da cova, ensandecida, &lt;em&gt;joga terra que eu vou com ele! Sangue do meu sangue, carne da minha carne! Pode jogar terra que eu vou com ele!.&lt;/em&gt; Os filhos nem se abalaram, ficaram esperando o surto passar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o surto passou e ela lá dentro da cova. &lt;em&gt;Filhinha, dá a mão pra mãe, ajuda ela a sair. Fulana (outra filha), dá a mão pra mãe.&lt;/em&gt; Ia chamando todos os filhos, mas nenhum tinha forças pra tirar a mãe de lá, às gargalhadas, ficavam na beira da cova não acreditando naquilo e riam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Os filhos riam da mãe e nós caíamos das cadeiras de tanto gargalhar. Foi um dos pontos alto da noite. Adoro quando isso acontece. Fui dormir leve leve.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109077946345245117?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109077946345245117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109077946345245117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/12-mesa.html' title='12 à mesa'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109042023541524324</id><published>2004-07-21T11:26:00.000-03:00</published><updated>2004-07-21T11:30:35.416-03:00</updated><title type='text'>8 à mesa</title><content type='html'>Hehehe, um sorriso vem quando lembro da minha infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos à mesa do almoço, vô, vó, pai, mãe, irmão, irmã, tio e eu. Meus irmãos e eu ainda crianças. &lt;em&gt;Vaca amarela, cagou na panela, quem falar primeiro come toda a bosta dela!&lt;/em&gt; Era o que apregoávamos e quando alguém, algum dos adultos, falava, era aquela risada, &lt;em&gt;comeu, comeu a bosta!&lt;/em&gt; E isso permaneceu durante alguns três ou quatro dias. Um dia, minha mãe emputecida, &lt;em&gt;Não quero mais saber dessa brincadeira na hora do almoço!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio... Crianças e adultos constrangidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, empertigado, Heleno diz &lt;em&gt;Vaca branca, não fez nada na panela, quem falar primeiro não come nada dela!&lt;/em&gt; Risadas dos adultos e ainda completei, olhando pra minha mãe&amp;nbsp;&lt;em&gt;Viu, não comeu nada! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Será que um dia volto a ser assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109042023541524324?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109042023541524324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109042023541524324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/8-mesa.html' title='8 à mesa'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-109026420322005478</id><published>2004-07-19T16:08:00.000-03:00</published><updated>2004-07-19T20:46:49.213-03:00</updated><title type='text'>caramujo</title><content type='html'>Chuva... A-Ha... Um sentimento estranho, mas não é desconfortável... &lt;em&gt;You'll end up crying with your mother's eyes&lt;/em&gt;... Um Brahms opaco, hoje não dá. Albinoni então... &lt;em&gt;2 comentários só?&lt;/em&gt;... saudade dos cabelos... saudade do século passado... saudade de alguns amigos... tão bom ficar melancólico num dia como esse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, conversando com o &lt;a href="http://www.daseducao.blogspot.com/"&gt;João&lt;/a&gt;&amp;nbsp;fui presenteado com esses dizeres. Estava eu a reclamar um pouco da vida, sentindo uma peninha de mim - Miguel andou atacando novamente - quando me vem com mais ou menos isso: &lt;em&gt;Heleno, você&amp;nbsp;fez um jantar, com as entradas, prato principal, sobremesa, vinho, velas e música; e ele não apareceu. Você pode não tê-lo, mas agora tem um belo jantar sobre a mesa.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não foi exatamente isso que ele disse, mas a metáfora está aí. Conclusão: adorei! Era disso que eu precisava. Olha sinceramente espero ter aprendido a escolher quem convidar pra jantar, não é sempre que se tem tempo e disposição pra ir à quitanda, à adega, à floricultura. Eu fiz, agora vou ter que esperar o próximo, né, paciência. Beijo a todos que me agüentam quando começo a reclamar. Sim, ainda tem gente com paciência nesse mundo! &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-109026420322005478?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109026420322005478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/109026420322005478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/caramujo.html' title='caramujo'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108993805493594946</id><published>2004-07-15T21:27:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:35:29.230-02:00</updated><title type='text'>Valsinha</title><content type='html'>&lt;p&gt;Amálio chegou em casa, já era tarde da noite, estava cansado. Já tinha tirado a gravata no ônibus e aberto o colarinho, um olhar cansado e calorento para o trocador e, silenciosamente, concordaram que a vida não é fácil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A pasta pesada e marrom foi pro sofá e dali pro chão, o paletó na cadeira, os sapatos no corredor, que tinha a única lâmpada acesa da casa. Abriu a porta do pequeno quarto perto da cozinha; a luz, avançando pelos tacos gastos e descascados, chegou à cama iluminando o rostinho de Déboro, que dormia inconsciente da frustração de seu pai ali, iluminando seu rostinho ainda sem marcas. Amálio se aproximou e beijou a bochecha quente e tirou de seus braços uma Barbie que jazia descabelada. Presente da tia, escondeu no armário. Saiu, deixando sua sombra ali com o menino. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Dali foi pro banheiro. A camisa no cesto, a calça no chão, as meias em qualquer lugar. Sentou-se no vaso e cagou, cagou muito, ouvindo a água cair enquanto o chuveiro esquentava. Tomou seu banho morno, a cidade indo pelo ralo. Cabelos molhados, toalha na cintura, entrou em seu quarto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Tarcísia dormia encostada à parede, sob a janela aberta, coberta com a persiana semi-fechada. Nu, deitou-se na cama e ligou a tv, um filme ruim. Olhou pra Tarcísia que dormia de olhos abertos. Riu-se. Excitou-se. Abraçou Tarcísia, o pau endurecendo. Tarcísia, meio desperta, fez amor com Amálio. Dormiram. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;6 horas, Amálio soca o despertador e se senta na cama. Enquanto toma um banho rápido, Tarcísia coloca o café pra fazer e põe as coisas sobre a mesa. Tomam café juntos em silêncio e os dois saem para seus dias de trabalho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Perdeu o ônibus, iria se atrasar, mas quem se importa? Tentou ligar para o trabalho, mas sempre ocupado. Vinte minutos depois chega o outro ônibus. Vazio, todo mundo tinha ido no anterior. Amálio na poltrona lançava na cidade seu olhar. Vazio, essa vidinha de trabalhar pra pagar conta. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou. Suou. Cansou. Pensou em Tarcísia algumas vezes, em Déboro e sua Barbie. E mais uma vez voltava pra casa no ônibus vazio, sentado mais pra frente. A cidade agora era neon e argônio. Preta. Parado no sinal vermelho, todos os carros com seus faroletes ligados lançavam na rua pequenos pontos também vermelhos e pensou "isso está errado". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Alguém fungando o despertou. Olhou ao redor e mais atrás, na diagonal, um rapaz chorava copiosamente. Pensou em deixar pra lá, virou-se novamente pra frente, o rapaz não o tinha visto, em meio às lágrimas que rolavam pelas faces. Não conseguia anular o som do rapaz aos prantos. Tão lindo em sua dor. Compadeceu-se, chegou ao seu lado, em pé no corredor - &lt;em&gt;Tá tudo bem? Posso ajudar?&lt;/em&gt; - o rapaz quase não respondeu, só lançou um olhar vermelho e desesperado e balançou a cabeça negativamente. Mesmo assim Amálio se sentou ao lado do rapaz. &lt;br /&gt;Ele parecia ter esgotado um pouco seu reservatório lacrimal, estava um pouco mais calmo. Amálio o olhava insistentemente. Não sei, tinha alguma coisa naquele rapaz que ele identificava. Nunca foi dado a atos de caridade desse tipo, sempre achou que seus problemas já lhe bastavam. O rapaz o olhou e viu as sobrancelhas de compadecimento de Amálio. Caiu em prantos novamente, dessa vez apoiou a cabeça no ombro de Amálio, no peito. Amálio o abraçou forte e até sentiu também vontade de chorar, mas não, deixa o rapaz desabafar. Os dois ficaram abraçados ali durante muito tempo; Amálio afagando os cabelos fartos, porém curtos, do rapaz, sentia a respiração ofegante, as tremulações dos músculos do rapaz, todos se contraindo e relaxando caoticamente, ele estava muito mal. Até que chegou o ponto que Amálio teria que descer. &lt;em&gt;Olha, eu tenho que descer aqui, mas se você quiser, eu te acompanho até a sua casa.&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;Não, não precisa, eu vou ficar bem.&lt;/em&gt; - os olhares de reconhecimento se cruzaram, Amálio acreditou no rapaz, mas a preocupação foi maior, olha, esse aqui é meu telefone, me liga quando chegar em casa pra eu saber que você chegou bem. - &lt;em&gt;Tá bem&lt;/em&gt;, o rapaz parecia melhor, menos convulsivo em seu amargor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Amálio chegou em casa, já era tarde da noite, estava cansado. Parado na sala, a pasta pesava marrom na mão direita. Abriu a porta do quarto de Déboro; a luz, avançando pelos tacos gastos e descascados, chegou à cama, iluminando o rostinho de Déboro. Amálio se aproximou e beijou a bochecha quente. Nos braços dele estava novamente a Barbie, presente de sua tia. Dessa vez não a tirou de lá, deixou Déboro em sonhos pueris de castelos e parques de diversão. Tomou banho e deitou-se ao lado de Tarcísia, nunca a amou tanto como agora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108993805493594946?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108993805493594946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108993805493594946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/valsinha.html' title='Valsinha'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108960345246422939</id><published>2004-07-12T00:00:00.000-03:00</published><updated>2004-07-14T15:52:48.120-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Pela branda areia que toca o mar, sua pequena pegada não aparecerá mais. E um único passo de pedra e silêncio chegou até a água profunda, até a espuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe Deus que angústia te acompanhou, que velhas dores calaram tua voz para recostar-te no sussurro dos caracóis marinhos, a canção que os caracóis cantam no fundo obscuro do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se Alfonsina com sua solidão, que poemas novos foste buscar? E uma voz antiga de vento e de sal se quebra na alma e a está chamando. E te vais, como em sonhos. Dorme Alfonsina, vestida de mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco sereiazinhas te levarão por caminhos de algas e coral e fosforescentes cavalos marinhos farão uma ronda a teu lado. E os habitantes da água vão nadar ao teu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixa a luz um pouco mais, deixa que durma em paz. E se chamarem não diga que estou, diga que Alfonsina não volta. E se chamarem não diga que estou, diga que me fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se Alfonsina com sua solidão, que poemas novos foste buscar? E uma voz antiga de vento e de sal se quebra na alma e a está chamando. E te vais, como em sonhos. Dorme Alfonsina vestida de mar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto aí é de uma música, &lt;em&gt;Alfonsina Y El Mar&lt;/em&gt;, composta por Ariel Ramirez e Felix Luna, em dedicação à poetisa Alfonsina Storni. Essa poetisa se matou no mar. A música, cantada por Mercedes Sosa, é uma das coisas mais lindas já compostas, não é sempre que consigo ouvi-la sem chorar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho pensado muito nessa música, vira e mexe a estou cantando sozinho, e me vem a voz de Mercedes e me vem o motivo pelo qual foi composta e me vem essa homenagem tão linda, singela que fizeram para uma mulher que, de repente, não viu mais solução para toda a sua dor. Já me vi em momentos assim, felizmente não tive a coragem, ou a covardia, a força suficiente para ter o mesmo fim que Alfonsina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim essa música tem uma história interessante. Não a conhecia até o ano 2002. Nesse ano aportou aqui uma das criaturas mais belas que já passaram por esse solo prosaico. Uma mulher. Alemã. Inteligente, engraçada, simpática, interessante e LINDA. É claro que me apaixonei perdidamente por ela, mas sequer tive coragem de lhe falar. Ela estava tão distante de mim que nem via muito essa possibilidade. Pelo menos uma vez por semana eu a via. Conheci sua família, que também veio de férias em Agosto pra cá e eram igualmente lindas e interessantes sua mãe e irmã mais velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mulher linda e apaixonante já havia morado no Chile antes e lá conheceu essa música. Chegou a comentar aqui que era uma das músicas que mais gostava, mas passou. No dia do seu aniversário, estavam todos seus amigos aqui em casa para a comemoração, inclusive sua mãe e irmã. Eu, sem saber de nada, comprei para ela uma estátua de Iemanjá, linda, com seu vestido azul e seus longos cabelos negros. Não havia combinado nada, simplesmente achei legal e comprei, não comentei com ninguém também. E qual foi o presente que meu irmão resolveu dar? Essa música. Ele aprendeu e a cantou &lt;em&gt;a capella&lt;/em&gt; numa demonstração ímpar de sensibilidade. É claro que todos ali chorávamos cântaros, e foi o presente mais lindo que já vi alguém dar pra alguém. Foi muita coincidência eu ter dado a deusa do Mar e meu irmão ter escolhido essa música pra cantar. Depois disso, mais motivo pra chorar eu tenho quando a ouço, então não faço. Deixo-a guardada no meu coraçãozinho caótico que dói quando tem saudade daquela alemã alta, linda, que insistia em falar um português impecável e aprendeu a fazer brigadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ela não morreu, está bem viva e morando na Suíça. Vez ou outra ela liga e posso ouvir seu sotaque bonitinho, sua voz de mezzo-soprano, suas idéias bávaras e altamente pertinentes. Ainda vamos nos encontrar de novo e vou dizer tudo isso pra ela. Sua despedida na rodoviária foi uma das coisas mais tristes que já vivenciei. Mas hoje já não sinto tristeza e sim felicidade por vê-la tão bem, trabalhando bastante e feliz com um namorado que é um gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pros chatos de plantão depois me corrigirem, aí vai a letra original:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ALFONSINA Y EL MAR&lt;br /&gt;&lt;small&gt;(Ariel Ramirez &amp; Felix Luna)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por la blanda arena que lame el mar&lt;br /&gt;su pequeña huella no vuelve más&lt;br /&gt;y un sendero solo de pena y silencio llegó&lt;br /&gt;hasta el agua profunda&lt;br /&gt;y un sendero solo de penas puras llegó&lt;br /&gt;hasta la espuma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe Dios que angustia te acompañó&lt;br /&gt;qué dolores viejos calló tu voz&lt;br /&gt;para recostarte arrullada en el canto&lt;br /&gt;de las caracolas marinas&lt;br /&gt;la canción que canta en el fondo oscuro del mar&lt;br /&gt;la caracola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te vas Alfonsina con tu soledad&lt;br /&gt;¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?&lt;br /&gt;Y una voz antigua de viento y de sal&lt;br /&gt;te requiebra el alma&lt;br /&gt;y la está llamando&lt;br /&gt;y te vas, hacia allá como en sueños,&lt;br /&gt;dormida Alfonsina, vestida de mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco sirenitas te llevarán&lt;br /&gt;por caminos de algas y de coral&lt;br /&gt;y fosforescentes caballos marinos harán&lt;br /&gt;una ronda a tu lado.&lt;br /&gt;Y los habitantes del agua van a nadar pronto a tu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bájame la lámpara un poco más&lt;br /&gt;déjame que duerma, nodriza en paz&lt;br /&gt;y si llama él no le digas que estoy,&lt;br /&gt;dile que Alfonsina no vuelve.&lt;br /&gt;y si llama él no le digas nunca que estoy,&lt;br /&gt;di que me he ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te vas Alfonsina con tu soledad&lt;br /&gt;¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?&lt;br /&gt;Y una voz antigua de viento y de sal&lt;br /&gt;te requiebra el alma&lt;br /&gt;y la está llamando&lt;br /&gt;y te vas, hacia allá como en sueños,&lt;br /&gt;dormida Alfonsina, vestida de mar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108960345246422939?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108960345246422939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108960345246422939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/pela-branda-areia-que-toca-o-mar-sua.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108929341699076430</id><published>2004-07-08T10:22:00.000-03:00</published><updated>2004-07-08T10:32:18.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Palavra do Mutatis pra mim é ordem; ele falou, eu faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Heleno no futon chinês, com seu chá de jasmin, ouvindo 6ªSinfonia de Tchaikovski. Toca o telefone. Heleno reluta, os oboés estão fazendo um contraponto com as violas que não dá pra parar de ouvir. O toque do celular personalizado, "Like A Virgin", denuncia que a ligação vem de longe, lá de onde Heleno nem pensa em pisar, daqueles paralelepípedos mal colocados e falhos do Engenho da Rainha. É, o terceiro movimento vai ter que esperar, a ligação é do &lt;a href="http://www.mutatimutandis.blogger.com.br/"&gt;Mutatis Mutandis&lt;/a&gt;, O Suburbano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Fala, malandro. &lt;small&gt;(tentando me inserir no mesmo contexto social que ele)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Oi, béin. Cê tá onde?&lt;/em&gt; &lt;small&gt;(naturalmente simpático como sempre)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Tô aqui na roça. &lt;small&gt;(nova tentativa de inserção)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Ah, porra, ia te chamar pra gente dar uns rolé na Lapa...! &lt;/em&gt;&lt;small&gt;(sem noção. Lapa, eu??)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Pois é, estou de férias no meu spa particular. &lt;small&gt;(que se foda o contexto social)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Ô, caralho... vendi minha coleção da Vanusa e estou com 1.200 reais pra gastar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Porra, que pena, estou muito estressado, precisando de um tempo no ofurô.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Estou indo agora mesmo pro sexshop comprar um consolo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Isso! Aproveita e já compra um de 30cm pra você conseguir sentir alguma coisa, seu arrombado. &lt;small&gt;(ai, eu não consigo ser natural dizendo "arrombado", que palavra demodê)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;ahahahahah... eu até pensei em ligar pro AlexFA, mas a gente sacaneou tanto ele que fico sem jeito.&lt;/em&gt; &lt;small&gt;(gente do subúrbio é tão emocional)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Olha, estou indo praí na terça que vem, vou pra Petrópolis prum sarau num chalé de uns amigos meus e na quarta desço pro Rio novamente; estava pensando em ficar por aí até o fim-de-semana. &lt;small&gt;(tudo pra ver um sorrisinho na boquinha vermelha do Muzinho)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Ótimo, então traz o seu biquíni pra gente dar pinta na praia com o AlexFA.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hel.&lt;/strong&gt; - Então tá, qualquer coisa eu me comunico. Beijão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mu.&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Beijo, tchau.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heleno, contente por ter feito a boa ação da semana, recoloca o celular na cristaleira art-deco e volta pro seu chá com sinfonia. Mas o fato é que ele adora o Mu e vai querer, é claro, testar o consolo também.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108929341699076430?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108929341699076430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108929341699076430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/palavra-do-mutatis-pra-mim-ordem-ele.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108914142962247730</id><published>2004-07-06T16:04:00.001-03:00</published><updated>2004-07-14T16:18:03.976-03:00</updated><title type='text'>Rapunzel</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Pronto, se era isso que vocês queriam, é isso que vocês vão ter a partir de agora. &lt;em&gt;O quê?&lt;/em&gt; Heleno em sua mais nova versão, 2.7 plus. O plus se dá ao fato de eu ter cortado meu cabelo. &lt;em&gt;!!!&lt;/em&gt; (exclamação geral da platéia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há um tempo venho pensando nisso e o pensamento se tornou mais e mais recorrente. Já fui escolhendo onde iria cortar, faz muito tempo que não passo nem na porta de um salão; o que eu cortava antigamente até já fechou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, escolhi, e no sábado passado já comecei a me preparar psicologicamente para a grande transformação. Hoje já acordei sabendo que era o meu último dia de cabeludo. Saí de casa sem falar nada e fui, trêmulo, em direção ao meu destino fatídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na cadeira, em frente ao espelho, fui vendo minhas mechas tombarem uma a uma pelo chão encerado. Nas mãos da negona Tânia, meu cabelo foi sendo impiedosamente extirpado da minha cabeça. Guardei uma mechinha de recordação dos meus tempos de massagem e horas de secagem. No fim de tudo, a vassoura carregou uma parte do meu passado, esses 9 anos sendo confundido com metaleiro, rebelde sem causa, hétero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, daqui pra frente não esperem ver Heleno pelas ruas chicoteando os outros com seus incríveis centímetros capilares. Agora eu virei mais um na multidão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108914142962247730?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108914142962247730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108914142962247730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/rapunzel.html' title='Rapunzel'/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108906582774754665</id><published>2004-07-05T19:13:00.002-03:00</published><updated>2004-07-05T19:24:43.863-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Êêêêê!!! Teve visitinha relâmpago do &lt;a href="http://aliensampa.blogger.com.br/"&gt;Alien&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://www.alguemviumeuky.weblogger.terra.com.br/index.htm"&gt;Rique&lt;/a&gt; aqui na cidadezícula, êêê. Alguns frentistas escandalizados, mas tudo bem. Queridos, a cidade está de braços e pernas abertas pra receber vocês, voltem sempre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108906582774754665?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108906582774754665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108906582774754665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/teve-visitinha-relmpago-do-alien-e-do.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108895689355238564</id><published>2004-07-04T13:53:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:34:37.146-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não sei por que essa música me causa tanta espécie. Eu gosto muito, mas não consigo ouvi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aos Nossos Filhos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;(Ivan Lins - Vitor Martins)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perdoem a cara amarrada&lt;br /&gt;Perdoem a falta de abraço&lt;br /&gt;Perdoem a falta de espaço&lt;br /&gt;Os dias eram assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem por tantos perigos&lt;br /&gt;Perdoem a falta de abrigo&lt;br /&gt;Perdoem a falta de amigos&lt;br /&gt;Os dias eram assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem a falta de folhas &lt;br /&gt;Perdoem a falta de ar&lt;br /&gt;Perdoem a falta de escolha&lt;br /&gt;Os dias eram assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando passarem a limpo&lt;br /&gt;E quando cortarem os laços&lt;br /&gt;E quando soltarem os cintos&lt;br /&gt;Façam a festa por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lavarem a mágoa&lt;br /&gt;Quando lavarem a alma&lt;br /&gt;Quando lavarem a água&lt;br /&gt;Lavem os olhos por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando brotarem as flores&lt;br /&gt;Quando crescerem as matas&lt;br /&gt;Quando colherem os frutos&lt;br /&gt;Digam o gosto pra mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108895689355238564?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108895689355238564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108895689355238564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/eu-ainda-no-sei-por-que-essa-msica-me.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108877298905825598</id><published>2004-07-02T09:48:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T09:56:29.056-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;E me passou completamente desapercebido uma data interessante pra mim. Exatamente no dia 24 de junho, virei blogueiro. Comecei minha saga de depositar num templêite, inicialmente vermelho e depois preto, minhas inseguranças, postadas em doses homeopáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei com o &lt;a href="http://www.entreumcigarroeoutro.blogger.com.br/"&gt;Entre Um Cigarro E Outro...&lt;/a&gt; Nesse já dá pra notar a mudança acontecendo pelos meses em que ele foi escrito. No começo tudo era muito &lt;em&gt;blink-blink&lt;/em&gt;, designação usada por mim para algo deslumbrado; cheio de fotos de homem pelado, só para chamar atenção mesmo, sensacionalismo puro. Dêem uma passada d'olhos por lá que tem umas coisas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que virei blogueiro foi que conheci gente muito legal, que escreve bem e tem no coração, ou nas pontas dos dedos, aquela coceirinha que faz a gente não ficar apático diante dos nossos próprios sentimentos. Gente que, como eu, também foi se conhecendo e se mostrando e ME mostrando coisas que, antes, não poderia conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Só no dia 19 de março é que esse aqui completará um ano de existência. Será que ele dura até lá? Não sei mesmo, espero que sim, sempre contando com quem me lê, com quem me acompanhou através dos meus cigarros, das minhas mudanças e estagnações.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108877298905825598?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108877298905825598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108877298905825598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/07/e-me-passou-completamente.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108843819935153180</id><published>2004-06-28T12:55:00.000-03:00</published><updated>2004-06-28T14:54:31.600-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se só no mundo, como numa bolha. As pessoas passavam, cumprimentavam, mas era como se não pertencessem à mesma dimensão, como se, mesmo que quisesse, não conseguisse interagir com o meio circundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era começo de inverno, quando se sentia ainda mais isolado. Quando, além da "bolha", ainda vinham por sobre aqueles membros falhos de vida e energia camadas e camadas de lã e algodão. Quando a chuva resolvia tomar parte no isolamento e apartava as pessoas umas das outras, procurando abrigo e fechando as golas dos casacos. Todos só queriam fazer o que tinham que fazer e ir embora e se enclausurar debaixo do seu edredon mais grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se só no mundo, como numa bolha. Não uma bolha de sabão, cuja película é colorida e frágil; mas uma bolha de aço, um campo energético que nem a arma mais poderosa poderia penetrar. Era triste por se sentir só. Era triste por não conseguir vencer a bolha que ele mesmo construíra. Psicoterapia, análise, já tinha feito, mas ele sempre terminava quando via sua pequena bolha ameaçada. Ele tinha raiva dos psicoterapeutas por não saberem que ele fugiria ao menor sinal de perigo; não se sentia forte e seguro o suficiente para andar por aí sem a bolha. Tinha raiva dos psicólogos por não saberem que, se o fortalecessem, a bolha iria embora naturalmente. Ele sabia disso, mas não queria contar aos psicólogos, não confiava mais neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns dois anos, mais ou menos, conheceu Efigênio. No bar que freqüentava quase todos os dias, rodeado daqueles serem sem proteção e, para ele, fracos, um dia entra uma bolha muito interessante. De um material que ainda não tinha visto, meio translúcido, porém forte e flexível. A bolha veio e parou ao seu lado, no balcão, emitiu algum som difuso e o barman trouxe sua cerveja. Olhava-a insistentemente, a bolha. Dali a duas horas estavam em seu apartamento. Sobre a cama as duas bolhas se chocaram insistentemente e repousaram. Apesar de se admirarem, Efigênio e ele não conseguiram descartar suas bolhas e se entregar um ao outro, então, de vez em quando se encontravam só para tentarem mais uma vez. E eles gostavam disso. Encontramvam-se regularmente e começou a querer ver a bolha de Efigênio mais vezes. Estudava-a, brincava com ela, enfeitava-a, ria dela, admirava-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a ter medo. Tinha pesadelos. &lt;em&gt;Estava ele sentado, num balanço, um parquinho de criança, tinha chovido há pouco e a terra estava enlameada, sabia que havia mais gente ali, mas não conseguia ver ninguém. De repente as correntes do balanço se rompiam e ele se via sentado na lama, reparava em suas roupas, não se lembrava de tê-las vestido antes, mas achava ridículo alguém de terno ter se sentado num balanço de criança e caído. Uma vergonha tremenda. Pensava em como voltaria pra casa e se desesperava.&lt;/em&gt; Acordava suado e taquicárdico. Começou a faltar os encontros com Efigênio, de repente sentiu-se ameaçado por ele, quase invadido. Faltou um, outro e sentia-se culpado por isso, mas estava paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia resolveu que não iria mais encontrá-lo. Efigênio seria mais uma pessoa frágil na sua lista. Mas não, Efigênio não era frágil, sabia disso e respeitava-o por isso. Havia de ter um tratamento diferente. Vou encontrá-lo mais uma vez, para nunca mais. Combinaram no mesmo bar de sempre. As duas bolhas saíram de lá e foram para a casa de Efigênio. Foi nesse dia em que ele sentiu-se mais ameaçado, teve vontade de nunca ter tido bolha, de descartá-la para que Efigênio o pudesse ver realmente. Teve medo disso, pavor. Teve medo simplesmente de querer isso, de se ver sem sua proteção. Teve medo de que Efigênio também querer isso, teve medo de ver Efigênio sem sua proteção, como seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a cama as bolhas se debatiam, queriam engolir uma a outra, queriam se fundir, um desespero... Tudo muito violento. Cada uma queria para si a outra dentro dela, os movimentos de repulsão e atração eram muitas vezes um só. Ele, exausto, foi embora, não conseguiu ficar mais um momento sequer naquele apartamento, tendo em seu campo de visão aquela bolha tão linda e perigosa. Foi pra sua casa e dormiu profundamente ao som dos trovões anunciando uma tempestade se formando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou e sentiu-se atrasado, urgente. Uma dor pelo corpo, uma preguiça agitada. Tomou seu banho de banheira com um aperto no coração, mas ainda assim estava calmo. Como se sua paz fosse composta de milhares de partículas agitadas. Quando se lembrava de Efigênio uma pontada no coração o deixava inquieto. E a lembrança, com as pontadas, vinham com mais freqüência à medida que ia se vestindo. Começou a ter uma pressa estranha, como se estivesse atrasado para encontrar-se com Efigênio. Quis vê-lo imediatamente. Ainda teve que voltar para pegar o guarda-chuvas que tinha esquecido, quando saiu viu também que tinha se esquecido de trancar a porta. Pegou o guarda-chuvas, trancou a porta e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na porta do prédio teve que saltar a primeira de muitas poças que se avistava pela rua a fora. Pulou destramente e seguiu num passo apertado, fazendo encharcar seus sapatos, meias e as barras da calça. Quanto mais andava, mas parecia estar longe; quanto mais corria, mais poças se lhe apareciam pela frente, exigindo certo cuidado ao transpô-las. Começou a correr, e a correr mais. Toda a urgência que tinha desaparecido agora estava a toda. Efigênio na sua frente era o que mais queria naquele momento. Quando de repente se viu ilhado, não havia mais poças e sim estava no meio de uma pequena lagoa; como havia chegado ali? A culpa era de Efigênio, claro. Mas o pior foi quando percebeu que sua bolha, assim, de súbito, sem mais nem menos, havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108843819935153180?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108843819935153180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108843819935153180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/sentia-se-s-no-mundo-como-numa-bolha.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108801900108952134</id><published>2004-06-23T16:07:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:31:38.406-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;e, atrasado como estava, levantou-se da cama rapidamente - &lt;em&gt;Merda de preguiça...&lt;/em&gt; - Mas nem a pressa iria fazer com que ele não tomasse um bom banho de banheira. Enquanto ia fazendo a barba a banheira enchia ruidosamente. Ao espelho, reparou um roxo no pescoço, resultado de uma trepada homérica com um semi-caso. Eles têm essa relação européia, cabeça, em que namoram outras pessoas, mas se encontram só para uma noite de sexo bem feito. A bem da verdade só na cama é que se entendiam porque no resto os dois eram um desastre juntos. Enquanto ia se barbeando ficou reparando as marcas de dentadas nos braços, os mamilos ardiam e estavam vermelhos, alguns músculos que ele nem sabia que tinha estavam doendo - &lt;em&gt;dessa vez exageramos...&lt;/em&gt; - tirou a cueca e entrou dolorosamente na banheira e se aboletou pacientemente no metal branco. Ficou parado, cabeça encostada e olhos fechados; a água morna, qual líquido amniótico, o envolvia quase inteiro.  Todo o corpo parecia se ressentir do grande esforço físico anterior, os testículos doloridos e o pau vermelho e esfolado estavam livres do seu peso habitual e agora pareciam doer menos, tudo parecia doer menos. Apesar dessa dor física, a paz interior que experimentava era algo sublime. Uma ausência de ansiedade, de urgência tinham tomado conta dele. Olhou pela janela, que ficava na mesma parede em que estava a banheira, estava chovendo cântaros. &lt;em&gt;As ruas devem estar um caos&lt;/em&gt;. Avistava além da cobertura do prédio ao lado o céu completamente cinza, as nuvens taciturnas, paradas a encarar a cidade. Mas tinha que ir, dessa vez não poderia passar sem estar lá. Com um grunhido, o pensamento de que teria que sair dali se formou e fortaleceu. Levantou-se ainda vagarosamente, se enxugou suavemente. Olhou no guarda-roupas e estava tudo limpinho, passado e engomado, até as cuecas. Resultado da paixão platônica da dona do prédio por ele, no dia anterior lavou e passou todas as suas roupas. Pobrezinha, uma cinqüentona mandona que só tinha olhos e pernas e batons e perfumes para ele. E ele, oportunamente, se aproveitava um pouco disso. Vestiu-se com cuidado, a ocasião parecia-lhe especial, embora não soubesse do que se tratava especificamente. Colocou um dos seus ternos escuros, os sapatos estão meio gastos, mas ninguém vai reparar. Vestiu seu sobretudo, pegou o guarda-chuva e saiu, trancando a porta do quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na porta do prédio teve que saltar a primera de muitas poças que se avistava pela rua a fora. Pulou destramente e seguiu num passo apertado, fazendo encharcar seus sapatos, meias e as barras da calça. Quanto mais andava, mas parecia estar longe; quanto mais corria, mais poças se lhe apareciam pela frente, exigindo certo cuidado ao transpô-las. Começou a correr, e a correr mais. Toda a urgência que tinham desaparecido durante o banho agora voltava com força total e o fazia correr e correr. Um sobressalto e um estalo atingiram sua cabeça e, assim como começou a correr, parou de súbito. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108801900108952134?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108801900108952134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108801900108952134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/e-atrasado-como-estava-levantou-se-da.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108784490829889624</id><published>2004-06-21T15:51:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:31:14.733-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O sol raiava no horizonte e vinha furtivo pelas janelas abertas espiar os corpos gozando ali em frente. Uma brisa fria eriçava os pelos e aguçava os sentidos ainda mais. Os dois belos ali, conjugavam um verbo que não está nas gramáticas e dicionários, colocavam-no na voz reflexiva e tranformavam-no num transitivo mais que direto, mais que perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bocas, mãos e cabelos. Tensões e relaxamentos; suspiros e gemidos. O sol não abandonou aqueles belos seres. A música. A alegria. O vento, o vento...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108784490829889624?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108784490829889624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108784490829889624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/o-sol-raiava-no-horizonte-e-vinha.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108759238681309021</id><published>2004-06-18T17:32:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:29:18.216-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Ok, esse blog está ficando muito sério e eu não sou assim tão sério, então resolvi colocar aqui meu primeiro conto erótico, que escrevi láááá no ano 2000, mandei prum site e recebi um monte de e-mails cheios de elogios, vamos ver o que vocês acham. Mas, um aviso, é conto erótico, pornográfico mesmo, crianças e cardíacos devem ser retirados da sala. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTATOS IMEDIATOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos amigos desde o segundo-grau e agora estudávamos na mesma Universidade. Cidade estranha, os dois longe de casa, ficamos ainda mais próximos quando começamos porque, em estando em um lugar onde não se conhece ninguém, nem as coisas, as pessoas tendem a se aproximar de quem elas já conhecem. E foi esse nosso caso.&lt;br /&gt;Ainda no colégio, nossa turma tinha lugares marcados na sala de aula, resultado de muita zona que fizemos. Sentávamos um ao lado do outro. Eu adorei porque sempre o achei um tesão. Alto, ombros largos, branquinho, lourinho, cabelo espetado, olhos azul-esverdeados, uns braços musculosos, mãos bem grandes e grossas, pernas de deixar qualquer um doido, e uma bundinha que todos reparavam. E além de toda essa beleza, ele ainda era muito engraçado, comunicativo, e muito sincero, ingênuo até. Cativava a todos com sua inocência meio infantil. Uma criança num corpo de homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sentávamos perto, sempre estávamos no mesmo grupo, fazíamos trabalhos juntos. E por causa disso, passamos a freqüentar a casa um do outro. Daí vimos que gostávamos de algu-mas coisas em comum e uma delas era jogos de computador. Íamos na casa um do outro pra jogar, trocávamos jogos e conversávamos bastante sobre isso e sobre muitas outras coisas em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sempre sentindo muito tesão por ele, mas sentia que não tinha muita chance. Tinha medo de o assustar, de que ele contasse para alguém e, o mais importante, tinha medo de que ele se afastasse, ou se sentisse desconfortável perto de mim. Mas eu meio que matava um pouco a vontade quando sentávamos juntos na frente do computador, eu ficava raspando minha perna na dele, inventava umas desculpas pra passar a mão nele; e ele, ingênuo, não desconfiava de nada, achava muito natural para nossa amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, ficamos desse jeito até a faculdade. Passamos para a mesma Universidade, mas cursos diferentes. Morávamos no mesmo lugar, um prédio só com quartos para estudantes. Ele ficava no quarto perto da escada e eu no fundo do corredor. Era legal. Ele levou o computador dele pro quarto e passávamos nossas horas de folga jogando, conversando e bebendo. Quando estava calor e ele tirava a camisa então, era uma beleza. Assistia às gotas de suor que saíam da sua nuca e passeavam, escorregando até entrar no calção. Os cabelos eriçados por causa do suor. Aqueles braços quentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no segundo ano, até tinha me acalmado um pouco quanto ao tesão reprimido. Fiz outros amigos, ele também, namorei um pouco, estudei muito. Até nos afastamos um pouco por causa dos estudos, mas nunca deixamos de ser amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia teve uma festa na casa de um colega meu. Era inverno e resolveram fazer uma noite de vinhos. O pessoal era animado e fomos bebendo, bebendo. As pessoas foram indo embora e nós fomos ficando, até que só sobrou eu, meu amigo e o dono da casa. Esse meu amigo já tinha apagado de tanto beber, eu não estava tanto assim, mas estava bem tonto. Quando decidi ir embora, ajudei o dono da casa a juntar as coisas e disse que no dia seguinte iria lá para ajudar a arrumar tudo. Acordei meu amigo e fomos cambaleando pela rua até o prédio. No meio do caminho ele não se agüentou em pé e caiu. Então fui escorando-o até em casa. E ele veio rindo, falando umas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-o até o quarto dele, abri a porta e o coloquei sentado na cama. Ajudei-o a tirar a blusa, a camisa; desabotoei sua calça e ajudei-o a tirá-la. Achei tudo aquilo muito erótico. E ele ficou só de cueca e meia, meio sentado, meio deitado na cama. Coloquei suas pernas pra cima, mas na hora de cobri-lo me detive a olhá-lo de cima a baixo. Que visão linda, aquele homem deitado sem roupa. Quando fui tirar suas meias fiquei olhando aquele pé grande, de homem mesmo. Comecei a passar a mão na perna, na coxa, aproveitando que ele estava bêbado. Sentei ao lado dele na cama e comecei a passar a mão na barriga, no peito. Quando cheguei nos mamilos ele, para minha total surpresa, pegou a minha mão. Meu coração deu um pulo e parei um pouco. Ele pegou minha mão e começou a passá-la no seu rosto. Então eu senti aquela barba mal feita, aqueles cabelos, aqueles lábios quentes, as orelhas. E ele não abriu os olhos, mas ainda não estava dormindo. Resolvi me arriscar e passar a mão no pau dele. Ele mexeu o quadril um pouco e pude perceber que ele estava gostando. Fiquei massageando o pau, o saco e ele foi ficando excitado e eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei minha blusa de frio e ele me olhou. Eu dei um sorriso e fui beijar sua testa, já pensando em ir embora enquanto a coisa não ficava séria e eu não tivesse do que me arrepender no dia seguinte. Mas enquanto eu o beijava ele foi tirando minha blusa e resolvi mandar tudo pro espaço e não mais me importar com as conseqüências. Tirei minha calça e fiquei só de cueca. Me deitei ao seu lado e dei um grande beijo na boca dele. Abracei-o e minha mão foi deslizando lentamente pelo seu corpo. Acariciei a bunda, as coxas. Enquanto eu o beijava, fui tirando sua cueca e senti o seu pau duro encostando na minha barriga. Tirei a minha cueca e ficamos os dois nus na cama. Fui beijando seu pescoço, seu peito e chupei seus mamilos rosados. Ele deu um gemido baixinho e isso me deixou ainda mais ligado. Beijei e lambi sua barriga, seu umbigo. Abocanhei com os lábios os pelinhos que descem do umbigo e ele respirou fundo. Fui chegando nos pentelhos e senti aquele cheiro característico de pau que eu tanto gosto. Lambi seu pau, o saco, a virilha quente. Fiquei ajoelhado na cama e beijei a coxa, a perna e o pé dele. Voltei pra cima dele e praticamente me deitei sobre ele pra sentir o calor daquele corpo que eu sempre desejei tanto. Minha mão foi direto pro pau dele, sentir todo aquele volume. O pau dele soltava litros de óleo, ele estava super excitado. Comecei a masturbá-lo e depois fui chupá-lo. Coloquei metade do pau dele na minha boca, não consegui mais porque era muito grande. Ele mexia o quadril pra cima e pra baixo. Quando percebi que ele estava perto de gozar parei e fui beijá-lo de novo. Ele me abraçava apertado, forte, peguei sua mão e coloquei no meu pau pra ver o que ele faria. Minha grata surpresa foi que ele começou a me masturbar, meio sem jeito, mas eu estava gostando e muito. Aquela mão grossa na cabeça do meu pau, no meu saco, ele quase me machucava por causa da força que ele não controlava muito bem. Com a outra mão ele massageava meus mamilos e eu não agüentei segurar e gozei. Jorrei na sua barriga e no seu peito, foi muito intenso e muito forte o orgasmo que tive. Espalhei minha porra em toda sua barriga e soprei. Ele adorou. Fui de novo chupá-lo; desta vez eu chupei com força e fazia o pau dele encostar na minha garganta. Ajoelhei no chão, ao pé da cama e puxei-o até ficar com as pernas de fora. Coloquei suas pernas nos meus ombros e chupei o pau dele de novo, chupei o saco, mordia os pentelhos lourinhos e sentia aquele cheiro que me deixou de pau duro de novo. Apertava sua bunda com força enquanto o chupava e ele passava a mão nos meus cabelos. Vi que já ia gozar. E mais rápido e com mais força eu chupava. Quando ele gozou puxou meu cabelo com força e o primeiro jato eu deixei ele dar na minha garganta, depois tirei e ele gozou fora. Foi uma das coisas mais lindas que já vi foi ele gozando, o quadril se levantou, a barriga se contraía espasmodicamente, os pés se dobraram e ele gemeu forte, jogando a cabeça pra trás. Depois me deitei ao lado dele por um momento e fiquei acariciando-o, e ele dormiu. E eu fui para o meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte acordei mais cedo que ele e fui para a casa onde tinha tido a festa para ajudar a arrumar, mas já tinha ido um monte de gente e estava quase tudo arrumado. Então voltei pra casa e fui dormir mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, nossa amizade continuou exatamente a mesma, mas agora, ainda temos a transa, que vem paralela à amizade. Então às vezes, quando estamos juntos, rola uma transa, às vezes não, tudo depende do dia. E é totalmente separado de nossas vidas amorosas, temos nossos namoros separados. E eu gosto assim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108759238681309021?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108759238681309021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108759238681309021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/ok-esse-blog-est-ficando-muito-srio-e.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108742147400997397</id><published>2004-06-16T18:28:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T18:32:18.960-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;NA CARREIRA                                                                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, meu feriado foi chatinho. Só não foi mais porque meu amigo Montalban apareceu aqui com uma pilha de dvds pra gente afogar as mágoas. Bom, nem isso deu pra fazer. O primeiro filme foi sobre o grande pianista Evgeny Kissin, sua vida e sua técnica, aliadas à sua esquisitice. O próximo, &lt;strong&gt;Um Bonde Chamado Desejo&lt;/strong&gt;, com o Marlon Brando e a Vivian Leigh. Suspiros de toda a platéia para a gostosura do Marlon, aquela cara de safado e bom de cama que ele tinha, aquele peitoral, o nariz e o jeito rude de ser. Fiquei todo molhadinho. E ainda tive a incrível surpresa de conhecer uma Vivian Leigh totalmente desglamourizada, sem caras e bocas e vestidos de &lt;strong&gt;...E O Vento Levou&lt;/strong&gt;. Meu deus, que atuação a dela! Depois, &lt;strong&gt;Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Para Ela&lt;/strong&gt;, muito bom, adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos nesses três mesmo, depois chegou o pretê a trepê do Montalban e ficamos por conta de deixar o clima rolar entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve visita do casal amigo nosso, ótimos, engraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, já tava eu no Rio de novo. Aula e à tarde o café com Mutatis e Noelle. Noelle, tratante, nem desmarcou nem nada, simplesmente não foi, dizendo que seu peito esquerdo tinha caído (!?). Tudo bem, ficamos Mutatis e eu na mesinha nos entupindo de informações, cafeína, nicotina e observando os bofes transeuntes e fazendo revelações relevantes, chocantes e obsoletas. Miss Legs se juntou a nós no final e ficamos ali rindo mais um tanto. Saímos às 10 da noite, o Rio Sul já fechando, a noite, os carros, o ônibus, a Copacabana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, aula. À tarde, café com Noelle, lacei-a à força e botei-a sentada de frente pra mim no Cafeína, de costa pra rua, claro. Mais conversa, esclarecimentos, elogios mil. Cafeína, nicotina e nada pra fazer. Mutatis não pôde ir porque teve que ficar ariando as panelas do Gaúcho, que o acorrentou na mesa da cozinha e deu a chave pra vizinha e ela só soltaria o Mu quando as panelas estivessem refletindo seu lindo rostinho nelas. Depois, casa de Montalban e mais dois filmes, &lt;strong&gt;Farrapo Humano&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Fanny e Alexander&lt;/strong&gt;. O primeiro é bem contundente, Ray Milland em uma de suas melhores atuações como um alcoólatra. O outro é do Bergman, eu já havia assistido quando era criança, nem me lembrava de nada. Nem preciso dizer que é excelente. Os filmes dele geralmente têm uma fotografia impecável, nesse tem uns vermelhos tão inesperados, porém tão adequados, que te deixa hipnotizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, todos esses dias que não postei, gastei recolhendo material para meus posts. Observar pessoas é meu hobbie preferido e o Rio é ótimo pra isso. O simples ato de ir comprar cigarros pode te fazer ver os tipos mais incríveis, é só estar atento. E eu estava.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108742147400997397?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108742147400997397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108742147400997397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/na-carreira-ok-meu-feriado-foi.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108695669534155274</id><published>2004-06-11T09:16:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:28:47.010-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;MEU PANTEÃO                                                                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai vem de família italiana. Vovô e vovó, ainda vivos hoje, tiveram 12 filhos, com um espaço de, mais ou menos, 1 ano e 8 meses entre cada um; era só o tempo de amamentar e esperar as coisas chegarem no lugar novamente pra conceberem mais outro, e outro... Naquela época eles estavam literalmente colonizando o país, cada filho era mão-de-obra (não tão) barata pra eles na lavoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha infância foi toda perpassada pelas ocasiões em que eu ia visitar meus avós, tios e primos numa cidadezinha no Sudoeste do país. Viagem longa, cansativa e enjoada, eu e meus irmãos íamos apertados no banco de trás do carro durante 10 horas. Mas valia a pena, só de ir visitar meus deuses, os adultos. Sim, hoje tenho o discernimento de olhar para meus tios como pessoas adultas, passíveis de erros e acessíveis; mas quando eu era criança, eles eram titãs, altos e poderosos que não viam obstáculos em sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tenho a certeza de que a minha mitologia pessoal tem muito, quase tudo, do que eles representavam para mim. Era para eles que eu rezava antes de dormir, para eles eu acordava e sorria, tomava banho e me comportava. Era para esses meus santos que eu olhava de baixo e pedia, no silêncio das minhas artimanhas, o limite, a punição e o afago que eu achava que merecia. Cada um deles me marcou de forma diferente, tatuados em mim e, para cada um deles, eu voltava, peregrinava nessas 10 horas, em direção à cidade santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu pai&lt;/strong&gt;: mais velho dos 12 irmãos. Eu o via, com sua voz forte e grave e suas mãos enormes, se reunir com seus iguais no Olimpo que era a casa de meus avós; eu ficava orgulhoso de vê-lo ali, com meus deuses, perfeitamente integrado e até com uma certa autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio que é padre&lt;/strong&gt;: um dos mais misteriosos. Daqueles em que o respeito vem do medo, não pelo medo de fazer algo ruim, o medo simplesmente. Taciturno, freqüentemente de mal humor, às vezes vinha com os braços carregados de presentes para as crianças. Dono de uma verve sem fronteiras, um pensamento linear, advindos dos anos e anos de Filosofia, e uma inteligência criativa, sempre nos faz ouvir o que tem a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha tia que é freira&lt;/strong&gt;: carismática e benevolente, é a que mais se dava com as crianças. Brincava, nos pegava no colo e nos colocava, dezenas de primos, no carro para passear pelas estradas de chão cidade a fora, campo adentro. Com sua voz cheia de açúcar, era ouvida pelas crianças como o sinal da fábrica que chama para o trabalho, mas o trabalho era inventar outra brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio eternamente grisalho&lt;/strong&gt;: esse sim era misterioso, não falava nada e não se dava muito com as crianças, nem com minha prima, filha dele. Voz metálica, óculos e barriga, apareciam e desapareciam pela porta da cozinha deixando-nos atônitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha tia lavradora&lt;/strong&gt;: dócil e absolutamente amável, era a que nos seduzia pela comida. Uma verdadeira mãe-terra, trabalhou na roça até quando eu era adolescente. Dona de um coração de ouro, quente e irrigado, nos amava sem querer nos compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio do norte&lt;/strong&gt;: ausente. Quase não tenho lembranças dele. Engenheiro amibiental, foi trabalhar no Norte e quase não vinha à casa. Mas minha lembrança dele é sempre daquele que não está aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio magro&lt;/strong&gt;: dono de uma beleza acima da média, sempre foi o galã dos doze. Trabalhava a madeira como poucos e era o único que tentava nos ensinar a arte da carpintaria e marcenaria. Sempre fumando suas cigarrilhas, aparecia e falava assim, meio de arranco, alguma coisa pertinente a alguma obra que estava sendo feita, ou deveria ser feita. Foi o que escolheu morar na casa ao lado dos meus avós, e em seu quintal tem as mexericas mais doces que já provei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio comunicador&lt;/strong&gt;: metropolitano, morou fora durante um tempo, o que deu a ele a visão de que a vida é mais que trabalhar e rezar. Uma das pessoas mais inteligentes que conheci, com uma fluidez no falar e pensar, elucida-nos a todos com clareza. Dono de um carisma e um humor inigualáveis, é sempre a atração principal onde está, aquele que o olhar procura imediatamente quando entramos no recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha tia bonita&lt;/strong&gt;: cabelos louros e lisos e olhos muito azuis, sempre imaginei-a numa capa de Cláudia. Quando moça foi uma das mulheres mais bonitas que já vi, até hoje tenho essa impressão. Era a única que nosso primo mais velho respeitava, era ela que batia nele quando nos atazanava. Acessível, linda e doce, era nossa fada-madrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minhas tias gêmeas&lt;/strong&gt;: as universitárias. Quase todos meus tios fizeram faculdade, mas elas ficaram marcadas como as que estudavam fora. Moravam na capital e sempre vinham juntas de lá nos fins-de-semana. Ao longo do tempo foram alternando os papéis de mau humoradas e benevolentes. Era sempre assim, uma emburrada num canto e a outra nos levando para comprar flores para enfeitar a mesa da vovó. As que dirigiam, as independentes e as solteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu tio mais novo&lt;/strong&gt;: o mais temido. Ainda jovem quando éramos crianças, tinha pouquíssima paciência conosco e aos berros nos expulsava do local, mas na nossa adolescência nos pagava cerveja e nos levava aos bailes de forró. Uma das lembranças mais fortes que tenho era seu perfume, o perfume que estava em seu quarto. Seu quarto é um dos lugares em que mais me senti à vontade quando criança e adolescente. Eternamente bagunçado e escuro, mantinha penduradas nas paredes antigas placas de carro; nos fundos de armário, as &lt;em&gt;Playboys&lt;/em&gt; proibidas e os gibis do &lt;em&gt;Tex&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o meu Panteão. Até hoje eles são os titãs da minha infância. Até hoje me influenciam, me ajudam e brigam comigo. Até hoje tenho saudade e respeito. Ainda é para eles que sempre retorno à casa de meus avós; é para eles que dirijo meu olhar, quando o sol desponta no Leste quente e desce no Oeste misterioso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108695669534155274?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108695669534155274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108695669534155274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/meu-panteo-meu-pai-vem-de-famlia.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108680804070421818</id><published>2004-06-09T14:53:00.000-03:00</published><updated>2004-06-09T16:07:20.706-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Voltando às boas com a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim saí daquela lama toda que eu estava. Fui ao Rio, e como tem gringo por lá! Uma má-ravilha, todos altos e saudáveis e acho que minhas olheiras e meu olhar de bad boy até chamou a atenção de alguns deles. Aí fui melhorando, melhorando. Encontrei meu querido amigo Montalban e assistimos filmes, falamos bichices e de seu novo romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos vou melhorando, voltando ao que era. Semana que vem tem café-da-tarde com celebridades, assim espero, e já vou estar bom até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel manda abraços e beijos pros que comentaram aí.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108680804070421818?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108680804070421818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108680804070421818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/voltando-s-boas-com-vida-enfim-sa.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108656538781820162</id><published>2004-06-06T20:41:00.000-03:00</published><updated>2004-06-06T20:43:07.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Miguel é um caso sério, cês deviam conhecê-lo melhor. Um tanto quanto bobo, meio quietão e lerdo, mas gente boa toda vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel estava apaixonado sim, e ele ficaria insuportável se falasse o que sente. Faz suas coisas todas no silêncio da internet e dos olhos que não estão preparados pra ler tanto açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Miguel estava com raiva, se sentindo traído, frustrado e muito, muito carente. Descarregou parte do stress nos estudos e conseguiu finalmente dormir um pouco. O trabalho desviou seus pensamentos das coisas ruins e das olheiras e até conseguiu sorrir. Conversou com seu grande amigo e as coisas começaram a diluir dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da noite, quando estava já sem muita esperança, encontrou o objeto de sua paixão. Roberto no fundo sabia do que Miguel sofria, mas não queria acreditar. Roberto não queria se sentir responsável pelo sofrimento de alguém que não tinha porque sofrer. Num momento de coragem, Miguel se abriu pra Roberto, contou tudo o que se passava. No fundo é porque não estava agüentando tanta dor. A dor de ter sido rejeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquele momento, na vida de Miguel, ele nunca havia declarado suas paixões, nunca, nunca, nunca. Tinha vergonha, achava que se se declarasse seria o "mais fraco" da história. E sempre, sempre se apaixonava por quem não queria nada com ele. Ou porque era comprometido, ou hétero, ou simplesmente porque Miguel achava que a pessoa não quereria nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ali, naquela hora, as palavras saltaram da boca, Miguel, coitado, estava em petição de miséria, com o coração em frangalhos, mas ainda assim conseguindo articular frases. Contou tudo, da sua paixão, da sua raiva e da frustração. Roberto, outro coitado, ouviu, tentou se desculpar por alguma coisa que nem sabia que tinha feito, foi sem intenção. Miguel sabia disso e isso o deixava ainda mais nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim disso tudo foi que não havia muito a ser feito. Miguel não queria ficar sem a presença de Roberto, isso era certo, mas tentaria colocar esse sentimento na geladeira e tentar se esquecer dele. Desligaram o telefone por que não havia mais a ser dito, as desculpas estavam pedidas e feitas. Agora Miguel tinha que cair na vida mais uma outra vez. Dessa vez vai se lembrar de usar capacete, tomara.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108656538781820162?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108656538781820162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108656538781820162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/miguel-um-caso-srio-cs-deviam-conhec.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108624626911973292</id><published>2004-06-03T03:34:00.000-03:00</published><updated>2004-06-03T05:01:36.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;E Miguel                                                                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se viu apaixonado. Não gostava nada dessa situação, é certo, mas não podia evitar a taquicardia quando pensava em Roberto. Era tudo tão perfeito naquele homem; por trás das lentes cor-de-rosa, Miguel o enxergava como sua salvação, como referência. Mas também como alguém inacessível, talvez a paixão até venha daí, não se sabe. Quando se conheceram, Miguel não tinha pretensões, tudo uma brincadeira. O sentimento foi vindo e invadindo Miguel. Miguel teceu as mais belas teias dentro de sua paixão tresloucada, escreveu música, leu mais, e horas esperando qualquer contato de Roberto. Construiu um castelo em cima de um grão de areia, mas pra Miguel aquele grão era o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em algum ponto, Miguel sentiu que Roberto não mais o olhava como uma "vítima" em potencial. Agora Miguel se desespera e acha que nada mais vale muito a pena. Se sentiu traído, por Roberto e por ele mesmo. Que mente doente iria pensar que aquele grão de areia era uma base sólida? Quem em sã consciência iria se arriscar tanto? Miguel se sentiu um idiota, um colegial de 12, 13 anos no máximo. Quem mandou saltar, se não sabia a profundidade do lago? Agora tá com a cabeça quebrada, dizia aquela voz odiosa de dentro da cabeça. Tudo perdeu sentido e sabor. O peito de Miguel virou brasa acesa, queimando por dentro e tirando o sono. Miguel estava tão triste que não conseguia chorar. Nunca teria Roberto e isso o deixava louco de raiva, vontade de se vingar, mas cheio de vergonha, pensando se alguém o viu saltar tão do alto. Um orgulho besta o fazia pensar que quem declara a paixão está numa posição mais fraca, por assim dizer. Miguel não vê mais graça em muita coisa. Miguel está acordado e tem fogo por dentro. Miguel agora quer morrer e matar, quer virar cinza e sair carregado pelo vento. Miguel quer mais é que se foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108624626911973292?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108624626911973292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108624626911973292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/e-miguel-se-viu-apaixonado.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108619975708351349</id><published>2004-06-02T15:06:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:28:21.160-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marto e Filomeno se olharam e fecharam a janela&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ludmilo suspirou e desligou o computador. O conto o deixara excitado, mas melancólico ao mesmo tempo, meio triste. Queria um romance assim, queria ser Marto ou Filomeno. Lembrou-se de Isadoro, o perfume que ele espalhava na casa, no quarto. Andou a esmo pela sala, entrou na cozinha e sentou-se à mesa. O jarro de barro o olhava de soslaio, inquieto. A cabeça apoiada na mão direita, a esquerda a desenhar na água espalhada. Lembranças. Quando criança não tinha medo de se molhar, se sujar; por que agora haveria de ser assim? Por que não conseguia entrar de cabeça nas coisas? O vento frio, cortante, nas folhas lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se. Quando está frio Ludmilo gosta de ouvir música. O cd do Vivaldi já estava lá a postos. Selecionou todos os segundos movimentos. As cordas seriam o vento, sua vida, e o oboé seria ele a perpassar por tudo e interagir muito pouco. A caminhada pela casa continuava, lenta e despreocupada. Sobre a mesa havia trabalho a fazer, sobre o piano música a estudar. Aquilo podia esperar, tinha que vivenciar sua mansidão, sua serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No MSN não havia ninguém online, também no ICQ, todos escondidos, o frio espantou todo mundo pra debaixo das cobertas. Ludmilo gosta de frio, gosta da sensação, traz lembranças de um tempo em que não viveu. Com a ajuda de Vivaldi ele ia percorrendo as vielas de Veneza, tudo parado, dois cães na esquina se encolhiam, tiritando de frio. O som da água, a névoa começava a invadir as ruas e ele se senta num degrau. E espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a escrever alguma coisa, mas nada ia pra frente. A Internet estava lenta, como se estivesse em paz também. Alguém postou algo novo; e começava com Mário Quintana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A RUA DOS CATAVENTOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo diante da janela aberta.&lt;br /&gt;Minha caneta é cor das venezianas:&lt;br /&gt;Verde!... E que leves, lindas filigranas&lt;br /&gt;Desenha o sol na página deserta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que paisagista doidivanas&lt;br /&gt;Mistura os tons... acerta... desacerta...&lt;br /&gt;Sempre em busca de nova descoberta,&lt;br /&gt;Vai colorindo as horas quotidianas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogos da luz dançando na folhagem!&lt;br /&gt;Do que eu ia escrever até me esqueço...&lt;br /&gt;Pra que pensar? Também sou da paisagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago, solúvel no ar, fico sonhando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me transmuto... iriso-me... estremeço...&lt;br /&gt;Nos leves dedos que me vão pintando!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108619975708351349?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108619975708351349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108619975708351349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/06/marto-e-filomeno-se-olharam-e-fecharam.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108593626918470892</id><published>2004-05-30T13:56:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:26:21.696-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;SERÁ                                                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... que eu tenho cara de "o outro"? Ando sendo cantado por namorados de outras pessoas e isso está me incomodando um pouco. O principal incômodo é que são namorados de amigos meus ou pessoas que eu conheço. Tudo bem, justiça seja feita, é bom pro ego, pra auto-estima; até acho que o namorado de uma amiga deu encima de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que não é mania de perseguição minha, ou achar que todos estão a fim de mim não, pessoas em volta percebiam isso também. Eu não ligaria se fosse numa outra situação, acharia ótimo e talz. Mas em sendo relacionamentos de amigos meus aí a coisa muda de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei não, acho que eu tenho cara de amante, sei lá. Eu fico tão quietinho no meu canto e lá aparecem eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo sempre foi o contrário, quando eu estava com alguém, aí que apareciam os candidatos; quando estava solteiro todos desapareciam. Acho que esse negócio de ferormônio funciona mesmo, só que pro contrário, comigo pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108593626918470892?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108593626918470892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108593626918470892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/ser.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108540664196445056</id><published>2004-05-24T10:48:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:26:03.103-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;ELE CHEGOU                                                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não senti muita vontade de beijá-lo, sequer abraçá-lo, mas o fiz. Inventava mil subterfúgios para não cruzar meu olhar com o dele, no fundo sabíamos o que estava por acontecer. Lacunas, conversas vagas... E começamos a conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estava acontecendo? Havia algo errado? Eu não mais queria namorá-lo, é isso. Mas não tinha coragem de dizer, não queria magoá-lo; achava que o que ele sentia por mim era tão intenso que seria doloroso demais para ele e ele não merecia. Mas o que ele não merecia também é que eu fingisse, que forçasse uma situação que de real não tinha nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me perguntou se deveríamos terminar tudo. Eu fiquei em silêncio, ainda com medo do meu &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt;. Como última tentativa, ainda sugeri que ficássemos um tempo afastados um do outro e talvez as coisas chegariam a algum lugar mais certo; mesmo não acreditando nesse negócio de "dar um tempo", sugeri isso. Ele me perguntou se, sinceramente, eu via possibilidade desse afastamento ajeitar as coisas. Aí sim eu disse o meu tão temido &lt;em&gt;não&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me surpreendeu com seu equilíbrio. Perante o meu silêncio, às minhas respostas mais que lacônicas, ele percebeu algo em mim antes que eu mesmo me desse conta, eu estava culpando só e unicamente a mim mesmo pelo término do namoro. Sim, essa mania de achar que eu sou causa e conseqüência de tudo me levou a pensar que só o fato de eu querer faria o namoro continuar ou acabar, e ele disse que não, se o namoro chegou onde chegou, a culpa é de nós dois. Ele disse saber em que terreno estava pisando quando resolveu investir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi ficando mais leve depois que o término do namoro veio surgiu como única opção. Ele me disse que não estava contente, mas o que ele não queria mesmo era me ver infeliz. Eu também penso assim, ele de maneira nenhuma merece sofrer por minha causa, eu não valho tudo isso. E chegamos à conclusão de que o namoro já havia terminado, que iríamos ser amigos, afinal de contas não brigamos, ninguém traiu ninguém, não estávamos com raiva um do outro. Vamos ficar assim, amigos, e de vez em quando até podemos nos encontrar pruma transa ou outra. Gostei. Mas, sinceramente, não me vejo ligando pra ele vir pra cá, não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, às vezes acho que isso foi premeditado por ele; talvez ele ache que podemos voltar, sei lá... É claro que trepamos bastante depois que decidimos terminar, e foi muito melhor, parecia a primeira vez que transamos. Um peso imenso me foi tirado, fiquei até mais feliz. Mas quando ele saiu pela porta, eu chorei. Chorei pelo término, por mim, por ter me acostumado. É isso, agora é passar um batom e cair na vida de novo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108540664196445056?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108540664196445056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108540664196445056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/ele-chegou-e-no-senti-muita-vontade-de.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108497770301949095</id><published>2004-05-19T11:33:00.001-03:00</published><updated>2004-11-05T07:25:35.983-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O OITAVO PÃO                                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me vê oito pães.&lt;br /&gt;- Olha, os daqui tão murchos, mas se você esperar uns cinco minutos vai sair uma fornada.&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssico encostou-se no balcão, olhando a rua. Ali, junto com ele, havia mais duas mulheres na mesma espera, conversando com a balconista. A tarde estava muito bonita; casas, postes, pessoas faziam suas sombras formadas pelo sol oblíquo. A padaria ficava numa esquina e, dali onde Jéssico estava, avistava as quatro portas abertas recebendo a claridade do fim de tarde. O papo entre as três mulheres rolava solto, mas era indiferente para ele.&lt;br /&gt;A rua principal passava bem em frente à padaria e na margem oposta a esta, uma rua de paralelepípedos subia e desaparecia atrás do muro da casa da esquina. Dali veio um rapaz, descendo a tal rua pela calçada iluminada pelo sol. Trazia os cabelos pretos molhados e jogados para trás. Na medida em que ia descendo e chegando mais perto, Jéssico reparava na beleza do rapaz. Não era mais alto que ele, mas tinha um porte impressionante. A roupa era bem casual, camiseta, bermuda e chinelo. Magro, mas com os ombros muito largos, ele se dirigia diretamente para a padaria. O coração de Jéssico deu um pequeno salto quando viu que em breve estaria no mesmo recinto que aquela beleza tão surpreendente. Ele já estava na calçada em frente à padaria, quando Jéssico percebeu que aquela beleza tornava tudo em volta tão inadequado, tão fora de proporção; estava tão hipnotizado que se esqueceu de desviar o olhar quando ele entrou e passou perto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sete pães, ele disse.&lt;br /&gt;- Cê espera um pouquinho que a fornada está saindo? – Tá bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela voz! Calma, aveludada. O pomo de adão subindo e descendo enquanto pedia seus pães. Será que mais alguém ali notara que estavam diante de uma beleza ímpar? Que aquele timbre de voz fazia derreter a todos, as canelas formigarem de prazer e o coração disparar? A cena ocorreu em câmera lenta ali na frente de Jéssico e ele ainda a ficava repetindo na cabeça. O rapaz se virou, foi pro freezer e ficou escolhendo alguma coisa ali de dentro. O perfil dele, meu deus, o nariz, os lábios, tudo tão alinhado, de tão bom gosto que deixaria Dorian Gray com inveja. E ele estava ali, a perambular como que inconsciente de sua beleza. Aquelas mãos não deveriam fazer nada de mal, era impossível; aqueles pés não o levariam onde sua aura dourada pudesse ser maculada, o pescoço só se viraria para o que é verdadeiramente importante. Aquele andar, o andar... Quem mais no mundo pediria sete pães? Por que sete e não seis ou oito? Jéssico estava intrigado, devia ser a paixão súbita que sentia naquele momento. De repente se interessava por tudo que tivesse a ver com o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéssico percebeu o clima que ficou na padaria quando o belo entrou; aquele silêncio desconfortável que as mulheres subitamente fizeram denotou que elas também o achavam belo. Sentiu ciúme e olhou fuzilando-as. E elas perceberam, mas não se deram conta da paixão; o assunto entre elas acabou de repente. &lt;em&gt;Falem alguma coisa!&lt;/em&gt; Jéssico desesperava, ele não queria que o belo se sentisse desconfortável, não queria que ele percebesse que todos ali o estavam desejando ardentemente. Parado no caixa, bem perto da calçada, Jéssico estava a ponto de largar tudo e segui-lo, onde quer que ele fosse. Desistiria de sua carreira promissora no Banco do Brasil, largaria família e amigos para ir com aquele que sequer o olhou. Quando, de repente, passa uma kombi vendendo mexiricas. Foi o alívio de Jéssico, o silêncio doloroso fora amenizado pelos gritos exortativos do vendedor de boné. Esses gritos despertaram a atenção do belo que jogou seu olhar para a rua, passando bem ao lado dele. Jéssico teve medo dele, principalmente quando detinha seu olhar para aquele queixo forte e raspado e ele o olhou, perfurou sua aura com aquelas setas esverdeadas. Tudo parou, Einstein estava certo ao dizer que o tempo variava de acordo com a velocidade; porém tudo ali era absoluto, tudo um, tudo dele. E viu quando a balconista saiu da pequena porta nas sombras trazendo a cesta cheia de pães. &lt;em&gt;Não, volte, não apareça agora!&lt;/em&gt; Calmamente ela foi dando às mulheres que ali estavam os pães que queriam e foi vendo a vez do belo chegar. &lt;em&gt;Pare, eu preciso fazê-lo entender que eu o quero! Por que essas mulheres querem tão poucos pães?!&lt;/em&gt; Como o belo estava mais perto, a balconista deu a ele os pães que ele havia pedido antes, todos os sete. &lt;em&gt;Coloque devagar, com cuidado!&lt;/em&gt; O belo estendeu sua mão e pegou a sacola plástica contendo seus pães. Ali também estava o coração de Jéssico, estava a vida dele. Não conseguiu pronunciar palavra, o belo agora saía pela porta e atravessava, subia rua de paralelepípedos e sumia por detrás do muro. Jéssico queria gritar, ou chorar, ou matar aquelas mulheres. Respirou fundo e viu que a balconista o olhava, querendo saber o que ele queria. &lt;em&gt;Eu quero ele! Aquele que saiu daqui agora. Coloca ele na sacola, coloca!&lt;/em&gt; Foi lentamente se aproximando do balcão, sem mais vontade de existir; arrastou seus chinelos pela padaria como quem perde uma guerra. &lt;em&gt;Oito pães.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108497770301949095?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108497770301949095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108497770301949095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/o-oitavo-po-me-v-oito-pes.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108440426710781563</id><published>2004-05-12T20:22:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T20:59:53.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;MEIGUICES                                                                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, que coisa linda de viver! Gracinha! Estou dizendo isso porque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://meiguice.no.sapo.pt/teste/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://meiguice.no.sapo.pt/teste/coracao.jpg" width="275" height="115" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="http://meiguice.no.sapo.pt/teste/" target="_blank"&gt;Que coisa meiga você é?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos nos corações de vocês, meus queridinhos amiguinhos leitores do meu bloguezinho meigo e lindinho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu coração tá batendo&lt;br /&gt;Como quem diz "não tem jeito"&lt;br /&gt;Zabumba bumba esquisito&lt;br /&gt;Batendo dentro do peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração bobo&lt;br /&gt;Coração bola&lt;br /&gt;Coração balão&lt;br /&gt;Coração São João&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se ilude, dizendo&lt;br /&gt;"já não há mais coração"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108440426710781563?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108440426710781563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108440426710781563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/meiguices-ai-que-coisa-linda-de-viver.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108428384583347980</id><published>2004-05-11T10:05:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T10:57:25.833-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi o recital dos ex-alunos do Conservatório aqui da minha cidade. Preparei duas peças: um estudo do Scriabin e &lt;em&gt;Les Funerailles&lt;/em&gt;, de Liszt. Scriabin nasceu em 1872, em Moscou. Teve uma vida até que boa, mas dizem que era meio malucão. Gostava de uma vodka e certa feita sofreu um acidente e acabou por lesionar o tendão dedão da mão esquerda, fazendo com que ele usasse em suas composições mais oitavas e acordes, sem muita técnica pequena. Lia Nietzsche e Goethe e suas peças foram se tornando cada vez mais simbolistas e religiosas no decorrer de sua vida; &lt;em&gt;O Poema de Fogo: Prometheus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Missa Negra&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Vers la Flamme&lt;/em&gt;, essa última é, de acordo com o pianista Horowitz, uma das peças mais difíceis de toda sua obra. Foi um dos precursores da "música sinestésica", juntava sons e imagens, cores. Morreu em 1915 por conseqüência de um tumor no lábio superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liszt é mais conhecido, nasceu em 1811 na Hungria. Sua carreira, desde criança como menino prodígio até sua o começo de sua velhice, foi de uma ascensão sem precedentes. Era conhecido no mundo todo tanto por suas composições quanto por seu desempenho ao piano. Dedicou grande parte de sua vida a esse instrumento, tanto em suas composições quando em performances. Dizem que Liszt foi um dos primeiros "pop stars" que houve, já que era requisitadíssimo, e fazia suas performances cheia de improvisações sobre outros compositores. Chegava ao ponto de, quando em seus recitaits, na entrada haver uma caixa onde as pessoas colocavam um papelzinho com o nome da peça que queria ouvir de bis, Liszt apregoava que sabia tocar tudo que já havia se escrito para piano. Teve o mundo feminino a seus pés, diziam que era muito belo, com seu perfil balcânico; ele foi quem colocou o piano virado para a esquerda em suas apresentações, antes o pianista ficava de costas para a platéia, e ele só fez isso para destacar essa sua silueta. Mas sua vida de celebridade teve um fim consciente, Liszt parou com tudo isso, só se dedicando à composição, e peregrinou durante anos, parando em um mosteiro. Virou 'irmão' e lá morreu em 1886. A peça que toquei ele fez em homenagem ao seu grande amigo, quase irmão, Frederick Chopin, que morreu em 1849.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha professora apareceu aqui em casa às três da tarde com a partitura de uma peça para piano e violino para eu acompanhar uma menina. Primeira vez que faço isso; estudei das 15 até 18 horas ininterruptamente. Essa peça foi a primeira do recital. Bom, sem mais delongas, o recital foi ótimo, teria sido melhor se não houvesse aquela criança bem na primeira fileira me tirando totalmente a concentração. Fora isso, tudo na ordem; fui muito parabenizado e até que toquei bem sim. Isso me deu uma força para voltar a estudar como eu estudava antes, quatro horas por dia. Quisera eu a presença de vocês lá, escandalizando a população provinciana.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108428384583347980?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108428384583347980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108428384583347980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/ontem-foi-o-recital-dos-ex-alunos-do.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108379745053337428</id><published>2004-05-05T19:10:00.000-03:00</published><updated>2004-05-05T19:59:00.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Querido diário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fim-de-semana foi agitado, e olha que com agitação eu já estou acostumado! Na sexta-feira mesmo o Mutatis me ligou e perguntou se eu já tinha planos, em face de minha negativa ele replicou: "Vamos lá que na casa da Noelle vai rolar a concentração pra &lt;em&gt;night&lt;/em&gt;". Convite irrecusável, eu fui. Chegando lá a bebida já rolava solta, juntamente com as edições antigas da revista &lt;em&gt;Fiesta&lt;/em&gt; sobre os bailes de carnaval cariocas. Todos animados e excitados, acabamos bebendo demais, os mais corajosos saíram primeiro, deixando-me com Mutatis, Noelle e Tommie na sala, pois iríamos na mesma kombi. Papo vai, papo vem, não agüentei e já me enrosquei com o Mu no sofá, a Noelle, ao ver tão lindo enlace de pêlos mal aparados, se aproximou. Tommie resolveu só olhar, mesmo sob nosso protesto ruidoso, queríamos o garanhão de Guadalupe ali conosco, mas nada, nem o brilho da glande da Espada de Thundera o demoveu de seu posto. Noelle nos surpreendeu com sua proficiência na arte do pompoarismo vaginal, anal e oral. Ali, em meio a Mários Gomes, Sandras Bréas, Trios Los Angeles e Magdas Kotrovs chegamos ao mais puro êxtase, embalados pela trilha sonora nacional da novela "Pigmalião 70" e logo apelidamos aquilo de &lt;em&gt;orgasmo retrô.&lt;/em&gt; Só o Tommie teve coragem de sair; ficamos nós três ali, tomando saideiras e rindo a valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado à tarde acordei, e havia um recado do Delling no meu celular. Liguei pra ele e marcamos dali a uma hora nos encontrarmos na minha casa mesmo, pedi pra ele chamar o Páris e a Fernanda. Às três e meia da tarde a campainha soou e lá estavam Delling e Páris, alegando que a Fernanda iria comer um carinha que ela tinha conhecido e que depois iria pra lá também. Delling tinha levado três revistas "Manchete" e nos masturbamos vendo fotos do André di Biasi, Kadu Moliterno, Lauro Corona e César Filho. Fernanda chegou e nós a ajudamos a depilar a virilha. Eles se foram já passava das sete horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biscoitão ficou sabendo da nossa pequena picardia bissexual e ficou ao mesmo tempo puto da vida e excitado, exigindo repeteco principalmente por causa da Noelle, já que Mutatis e eu já havíamos nos empanado em toda aquela farinha de mandioca. Pois bem, dessa vez fomos à casa dos patrões do Mutatis mesmo, já que a mãe da Noelle iria fazer um interlace numa cartomante, a Mãe Rita do Olhão. Chegando lá, a churrasqueira estava acesa e a piscina Tony cheia; eu fui o primeiro a tirar a roupa e me esbaldar naqueles incontáveis 1000 litros. Biscoito, Noelle e Mu já estavam &lt;em&gt;se aquecendo&lt;/em&gt; no gramado. Fiquei observando da piscina e entrei na segunda rodada, dando alegria a todos os participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos, no domingo, já era meio-dia, vesti minhas roupas e vim embora, antes passando no bar do Phellipe pra comer o tradicional chouriço doce do domingo. Ele com seu namorado, os dois sempre de bom humor nos fizeram rir a todos com seus livros de piadas do Ari Toledo. Chegando em casa apaguei de sono no sofá e só acordei quando meu tio ligou o rádio na maior altura pra ouvir o jogo. Tomei um bom banho frio e fui para a casa do Biscoitão, onde já estavam Mutatis, Tommie e Noelle pra nossa partida de biribinha. Terminei a noite lá, fui pra casa de madrugada e acordei quebrado na segunda, com o pau todo ralado e sem conseguir sentar direito. Amanhã tenho balaiage marcada com a Fernanda e um cineminha com o Páris à tarde. Adorei meu fim-de-semana, foi d+ mesmo. Bjussss!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108379745053337428?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108379745053337428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108379745053337428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/05/querido-dirio-esse-fim-de-semana-foi.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108324615750081803</id><published>2004-04-29T10:27:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T10:46:54.153-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Ô, gente, paciência, né! Eu sou um menino ocupado, e sem computador quando estou no Rio. Semana passada o Cigano veio pra cá na terça-feira e como não quero que ele saiba desse blogue, tive que me abster de postar. Em compensação baixei um monte de filminhos pornôs, deletei os que não prestavam e fiquei com os outros, uma beleza. No próximo dia 10 vai haver aqui na minha cidade um recital dos ex-alunos do Conservatório onde estudei; como minha técnica anda meio defasada, estou tendo que estudar muito pra recuperar. Ainda tive uma mini aula com um amigo nosso que é pianista profissional, amigo da Martha Argerich e do Nelson Freire, de jantar na casa deles e tudo mais. Ele me deu vários toques a respeito da música que resolvi tocar, &lt;em&gt;Funerais&lt;/em&gt;, que Liszt compôs para a morte de seu amicíssimo Chopin, um desbunde total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, nessa semana eu fui estudar e fiquei sem computador até ontem à tarde. Fui ao cinema assistir &lt;em&gt;Kill Bill - Vol. 1&lt;/em&gt; e A*DO*REI, é sem dúvida o melhor filme dele, espero ansioso a segunda parte. Ouvi música boa, assisti na Tumba um documentário sobre o excelente pianista Sviatoslav Richter, falecido em 98. Comprei pro Cigano o &lt;em&gt;Livro dos Abraços&lt;/em&gt;, do Eduardo Galeano, acho que ele vai gostar, comprei outro livro, &lt;em&gt;A Linguagem Harmônica da Bossa Nova&lt;/em&gt;, do Gava e um cd do Holst.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei os comentários a respeito do post anterior. Agora eu vou ter que parar porque vou ler o blogue de vocês.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108324615750081803?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108324615750081803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108324615750081803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/04/gente-pacincia-n-eu-sou-um-menino.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108238409557739784</id><published>2004-04-19T11:12:00.000-03:00</published><updated>2004-04-19T11:18:58.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PAPO DE MÚSICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pianista e eu num corredor da Escola Nacional de Música, escutando de fora da sala um outro pianista estudando, metendo a mãos nas teclas sem perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu - Nossa, coitado do piano!&lt;br /&gt;pianista - Nada, ele gosta.&lt;br /&gt;eu - (risos)...&lt;br /&gt;pianista - Se você pegar um piano, desses de concerto, e colocá-lo numa sala de estudo de conservatório, você o mata. O piano tem que ficar vivo e se sentir assim; eles gostam de uma vida mais agitada, pra poderem viver mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, olhei pro piano, ele abriu os olhos sonolentos. &lt;em&gt;Descobri do que você gosta, malandro&lt;/em&gt;. Desci a mão no teclado, toquei tudo tão forte quanto nunca ousara, em respeito à sua vontade, ele vibrava de emoção. Ao se passar hora, hora e meia, até a cor da madeira estava diferente; de um marrom plácido e entediado, passou para um castanho vibrante, manhoso; as letras do tampo do teclado brilharam, douradas. O teclado era um sorriso só, os pedais ficaram mais leves e obedeciam à menor nuance. Minhas mãos desacostumadas doíam, meus braços quentes se fatigavam, as costas reclamavam. Levantei-me e o encarei, ele ofegava de prazer, sorrimos acordados. Baixei o tampo e o deixei descansar, ele agora sabe que as coisas vão ser diferentes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108238409557739784?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108238409557739784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108238409557739784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/04/papo-de-msico-um-pianista-e-eu-num.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108216138757479883</id><published>2004-04-16T21:21:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:24:03.973-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Uma vez li num livro da Clarice Lispector que ela resolveu fazer uma lista de sentimentos, coisas que ela sentia, sentiu, enfim, sentimentos que existem. E chegou numa hora em que ela reparou que havia alguns sentimentos que ela não sabia o nome. "Qual o nome do que se sente quando se ganha um presente bom e querido de alguém que não gostamos?" - Isso me intrigou deveras e resolvi ir à caça por dentro de mim pra ver se encontrava algum que eu não soubesse nomear. Só encontrei um até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem senti uma coisa que sinto às vezes. Eu, como observador da raça humana e colhedor de coisas kitsch pelo mundo a fora, é claro que assisti ao Miss Brasil 2004, não tinha como fugir. No final os jurados fazem perguntas para as 10 finalistas e diante das respostas cheias de sotaque e parcas de naturalidade, senti algo como se fosse uma vergonha. É o mesmo sentimento quando vejo maus atores atuando, uma vergonha de alguma coisa. Mas de quê? - eu pergunto. Por que causa, motivo, razão ou circunstância eu deveria ficar envergonhado de algo que não tenho nada que ver? Às vezes acho que talvez sinta o que o suposto ator deveria sentir e não sente. Chega ao ponto de eu desviar o olhar mesmo, ou mudar de canal, até que aquilo passe. Imaginem: vocês assistindo tv e lá mostra a Beatriz Segal assistindo uma peça de um grupo amador, desses péssimos de colégio; eu sentiria muita vergonha se assistisse essa cena, imaginando o que a consagrada atriz estaria pensando daqueles que tentam mal e porcamente dizer as falas com uma naturalidade totalmente forçada, gritando, exagerando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ainda não cheguei a um consenso, não sei nomear isso; por enquanto chamo de vergonha, mas ainda não estou convencido. Eu já senti vergonha antes e, acreditem, sei bem o que é, e sempre eu mesmo fui o causador, mesmo que indireto, disso. Nos casos acima, eu nada tenho a ver com a situação, sou só expectador, não haveria de sentir isso. Sei lá, só sei que a Miss Minas Gerais merecia ter sido a Miss Brasil, e não a do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108216138757479883?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108216138757479883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108216138757479883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/04/uma-vez-li-num-livro-da-clarice.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108186977873975483</id><published>2004-04-13T11:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-13T12:26:53.750-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Queridos leitores, eu sei que estou em falta, mas há vários fatores que me levaram a esse hiato. Postei na segunda-feira passada e depois fui pro Rio, voltei na quarta-feira e fui direto pro ensaio do côro. O Cigano chegou na quarta mesmo à noite e com ele aqui fica difícil postar porque desse blogue novo ele não sabe. Nenhum dos meus antigos amigos daqui e de outras localidades sabe, a família também não e isso dificulta ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que na sexta-feira, Santa, me aparece um furúnculo. Na bunda. Doía muito, mas ainda assim consegui assistir "A Paixão de Cristo". Gostei do filme, mas não o reverei tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado o furúnculo aumentou e eu achei que eu tinha pego um berne. É nojento, eu sei, mas aqui no interior tem dessas coisas. Eu ainda achava impossível principalmente por causa da localização da chaga, logo encima do cóccis (como se escreve isso?), no começo da "fenda nadegal". Pra quem não anda nem sem camisa, não dorme pelado, não se expõe, é meio difícil; mas me explicaram que a mosca pode ter depositado os ovos na roupa que estava no varal e com isso eu poderia facilmente ter sido infectado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada daquilo melhorar, em plena manhã de Páscoa o Cigano me levou de carro ao Pronto Socorro. Fui atendido pelo clínico geral e foi diagnosticado um furúnculo, como havíamos previamente pensado. Só que ele não cuidava disso, tive que ir ao cirurgião. Esperei, esperei, esperei por hora e meia e nada de ele chegar. Me foi sugerido voltar no dia seguinte. Começou a me dar febre e muita dor no corpo, principalmente na garganta, as amígdalas estavam em brasa, inchadas. Ontem não tinha forças para andar, hoje já estou melhor, só com a dor de garganta e uma parcela da dor do furúnculo, que resolveu externar seu conteúdo putrefato e isso já é uma melhoria, pelo menos dói menos. Daqui a pouco vou voltar lá no hospital para tratar disso e escrevo mais depois.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108186977873975483?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108186977873975483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108186977873975483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/04/queridos-leitores-eu-sei-que-estou-em.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108116722915577571</id><published>2004-04-05T09:14:00.000-03:00</published><updated>2004-04-05T09:18:24.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Verônico um dia se perdeu em algum lugar entre a cozinha e a sala de jantar. Seu pai o procurou durante sua vida inteira. Sua irmã seguiu as pegadas, mas as perdia antes de chegar à mesa. A empregada não estava, era domingo. Verônico não sabia voltar, levantava a cabeça e só via sombras diáfanas de livros e chuchus maduros. Apelaram para o sobrenatural, detetives, informações desconexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava feito, Verônico já sabia que nunca mais voltaria; só sua irmã ainda tinha esperanças, tinha medo e pena de imaginá-lo sozinho, sem ninguém que o conduzisse de volta. Ele se perdeu ou fugiu? - já duvidavam. O vizinho diria que os dois. Seu pai começava a ter raiva da incompetência ou da covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verônico pisou em falso entre um ladrilho e outro e de repente já não sabia onde estava. Lugar estranho, objetos estranhos, pessoas estranhas. Por que não conseguia fazer com que o escutassem? E quando falavam, eram coisas sem sentido, quase inaudíveis. Teria sua vida se transformado em um episódio de &lt;em&gt;Além Da Imaginação&lt;/em&gt;? Pode ser, tudo pode ser. "Que lugar é esse?", perguntava, e eles respondiam "pão com manteiga". "Quem são vocês?" - "depois do almoço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais o encontraram. Às vezes a empregada via uma sombra, sentia um perfume. Às vezes ele via partes de sua irmã, a mão dela em seu peito, tudo muito fugidio, quando se dava conta já tinha virado fumaça, tragado céu a fora. Agora a vida de Verônico era um perder coisas, pessoas, partes de seu corpo. Um eterno ir e vir entre o piso de cerâmica bege e o carpete camim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108116722915577571?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108116722915577571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108116722915577571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/04/vernico-um-dia-se-perdeu-em-algum.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108077698436079143</id><published>2004-03-31T20:34:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:22:46.026-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Segunda-feira fui ao Rio para o meu primeiro dia de aula. Como todos os primeiros dias de aula, foi esquisito, turma nova, professor mais ou menos novo (hehehe, alfinetadas inocentes), gente estranha e aquele perfume nos corredores da Escola. Depois de tudo fui almoçar com minha senhoria, e depois meu amigo Montalban me ligou e fui para sua casa. De lá fomos para A Tumba e assistimos Ben-Hur, sempre comentando a respeito dos bíceps e dos lindos olhos azuis do Charlton Heston, aliás tem uns homão nesse filme, nunca tinha reparado! Logo após, nova sessão, agora com As Horas. Ao final do filme, todos canidos, tentávamos engrenar alguma conversa, mas nos foi impossível. Fui pra casa cedo, tomei banho e fiquei por lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, outra primeira aula, tudo de novo. Ou de velho, dependendo do ponto de vista. Almoço. Às cinco da tarde já estava eu na esquina, esperando o namorado que iria me pegar para fazermos algum programa. Ontem foi nosso aniversário de 3 meses de namoro e juntou-se ao meu, hoje. Programa básico, restaurante-motel. Estávamos bem animados e ríamos muito durante o sexo, o que foi muito bom. Cigano tem feito por mim coisas que só um namorado pode fazer. Está quebrando umas barreiras tão bem assentadas aqui dentro, às vezes fico meio tonto e tento ainda resistir. Em vão, Cigano é aquela água que vai minando por entre os tijolos e aos poucos corroendo e fazendo o que bem quer com eles. Me sinto um pouco invadido, às vezes, mas é tudo aquela super-proteção que eu me ponho, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aula, almoço, ônibus e casa. Ensaio do coro, cantaram &lt;i&gt;Parabéns&lt;/i&gt; pra mim no final e vim pra casa. Ganhei presentes, abraços, beijos, e-mails, presenças e lembranças. A única coisa ruim desse aniversário foi estar fazendo 27 anos. 27! Estou ficando velho, mais perto dos 30, não estou lidando muito bem com a idéia. Sábado tem convescote aqui em casa, vamos ver no que vai dar. Beijos a todos porque estou feliz hoje!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108077698436079143?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108077698436079143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108077698436079143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/segunda-feira-fui-ao-rio-para-o-meu.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108027042216133928</id><published>2004-03-25T23:48:00.000-03:00</published><updated>2004-03-26T00:14:57.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Eu às vezes me pego com umas crendices que até me envergonho. Acho que todo mundo tem alguma superstição, um momento em que se dá poder a alguma coisa que não se compreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha ex-professora de piano não gosta de anos pares. Uma conhecida minha às vezes toma decisões baseadas nas mais diferentes coisas, como por exemplo, "será que vou ao cinema ou na casa de minha amiga? Se aquela manga da árvore cair eu vou ao cinema, se não eu vou à casa de minha amiga", e obedece cegamente ao que for que der. Meu amigo Montalban quando quer fazer algo mas não tem absoluta certeza, escreve em dois papeizinhos, um "sim" e outro "não" e sorteia, seja o que for que sair ele faz, não contraria de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me veio esse assunto à cabeça porque antes de me sentar aqui para escrever, acendi um cigarro. Acontece às vezes de o cigarro grudar no lábio e quando vou tirá-lo da boca, depois de tragar, queimo o dedo e acabo por jogar o cigarro no chão. Tem vezes que ele simplesmente cai, como se alguém tivesse dado um tapa na minha mão. Sei lá, mas costumo associar isso como uma mensagem para eu parar de fumar. E não só parar porque o cigarro faz mal e etc.; parar porque alguma coisa ruim está prestes a acontecer. Às vezes penso no pior. Pros espiritualistas pode até fazer algum sentido; um psicólogo diria que é o meu próprio inconsciente que me alerta. Ou não. Pode ser que eu seja desastrado, sempre fui mesmo. Alguém já me disse que pessoas desastradas, estabanadas (como eu com minhas mãos grandes), são inteligentes. Prefiro acreditar nisso, não nessa balela de inconsciente, hehehehe. Eu não tenho que parar de fumar, tenho é que ver Ratinho todos os dias, isso sim!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108027042216133928?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108027042216133928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108027042216133928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/eu-s-vezes-me-pego-com-umas-crendices.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-108008982418146437</id><published>2004-03-23T21:52:00.000-03:00</published><updated>2004-03-23T22:00:31.233-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Eu não me agüento mesmo, não sossegay até colocar esse fundo preto. Sei lá, estava achando tudo muito perdido, solto em todo aquele espaço branco. Acho que ficou melhor, só não gostei da cor dos linques, mas por mais que eu pelejasse não descobri onde muda isso, pelo jeito não é no mesmo lugar nem do mesmo jeito que se muda o resto das letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, nesse template eu não sei como diminuir o tamanho das letras, eu tentei fazer como fazia no outro, mas não deu certo, aí os nomes dos fotógrafos ficam grandões embraixo das fotos; se alguém souber (e tiver certeza disso) pode me falar que eu agradeço.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-108008982418146437?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108008982418146437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/108008982418146437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/eu-no-me-agento-mesmo-no-sossegay-at.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-107996461170660322</id><published>2004-03-22T10:39:00.000-03:00</published><updated>2004-11-05T07:21:15.213-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gente, o namorado chega hoje! Esse último conto aí embaixo eu já havia publicado no blogue antigo (que ele sabia o endereço e lia sempre), quando ele leu esse conto ficou todo preocupado. Ligou pruma amiga dele pra saber o que fazer, depois ligou prum amigo meu pra perguntar o que estava havendo, por fim me ligou e descobriu que nada havia de errado, estava tudo bem comigo. Mas eu achei tão bonitinho isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia gosto mais dele. Não que não gostasse antes, mas era diferente. Numa conversa com meu amigo &lt;a href="http://www.inventariodashoras.blogger.com.br/"&gt;Páris&lt;/a&gt; descobri que amar é mais fácil que ser amado. Pelo menos pro crianção aqui, lidar com o amor dos outros é uma responsabilidade muito grande, algo tão frágil e de valor tão inestimável. A cada dia vou descendo as minhas barreiras e deixando que passe um pouco mais desse amor que ele tem por mim. O Pequeno Príncipe que o diga. É lugar comum, meio piegas até, mas é uma das obras que mais me emociona, principalmente porque lida com esse amor de uma forma tão singela, única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o Cigano me ligou ontem e por causa da saudade vem me ver hoje. Vai ter o trabalho de pegar o ônibus depois do trabalho e aportar aqui lá pelas sete da noite e vai embora amanhã de manhã cedinho. É claro que vou "compensar" esse esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, com meu aniversário chegando, ele tem feito suspense sobre o que vai me dar, apesar dos meus esforços para dissuadi-lo da idéia de comprar coisas pra mim. Diz ele que adora presentear, mas que fica sem-graça quando é presenteado. Realmente, já vi isso acontecer. Mas aprendi na vida (ou no cinema, não sei bem) que para saber dar é preciso saber receber; e isso é uma lição pra nós dois. Ainda mais que nosso aniversário de namoro é no dia anterior ao meu aniversário, aí é que ele fica todo preocupado com meu presente. Quer saber?, estou adorando, adoro ganhar presente mesmo, então que venham, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-107996461170660322?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107996461170660322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107996461170660322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/gente-o-namorado-chega-hoje-esse-ltimo.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-107968899942035796</id><published>2004-03-19T06:36:00.000-03:00</published><updated>2004-03-19T06:58:04.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Vilmo tinha raiva do mundo. Sentia que as pessoas deviam algo para ele, não sabia o que era, mas por dentro a ira o corroia, tudo era medíocre, tedioso, insuportavelmente lento e preguiçoso. Tinha uma vontade imensa de se vingar, não perdoava nada nem ninguém, nem a si mesmo. Raiva. Nada do que fazia parecia prestar para alguma coisa, ele era seu mais cruel e implacável crítico e verdugo. Diariamente arrancava seus músculos dos ossos com os dentes e os achava feios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia de total desespero e desesperança se cansou. Sentado no sofá, passava na tv Pinky e o Cérebro. Dali tirou uma idéia que jamais seria apagada. A sua vingança seria a pior que já havia sido feita. Iria se matar. Sim, iria tirar a própria vida e sair daquele mundinho pequeno. Começou a achar que já tinha feito tudo o que tinha que fazer, que já tinha visto tudo o que tinha que ver, ouvido tudo, comido quem queria comer, dado pra quem queria dar, xingado quem queria xingar, batido em quem queria bater. Nada dali pra frente valeria o esforço de se levantar da cama e sentir raiva do travesseiro, do despertador, do chefe, da família, do sabonete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilmo estava cansado, é certo, mas aquela idéia o dava energia pra continuar. E começou a tecer seu plano de saída. Queria deixar em todos o sentimento de culpa, queria derramar em todos os corações o líquido ácido do ressentimento, das coisas deixadas por fazer, das palavras não ditas, dos toques nunca efetuados. Queria chamar a todos de assassinos. Dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitado na cama começou a desenhar as engrenagens. Uma pessoa sente falta de outra quando essa outra ocupa algum espaço. Como faria pra que, pelo menos na época em que fosse realmente se matar, ocupasse tanto espaço quanto possível nas pessoas que o cercam? Era difícil, trabalhoso, tomaria algum tempo. O mais difícil seria no trabalho. Sim, não pensem vocês que Vilmo só queria atingir familiares e amigos, não, queria o maior número de pessoas querendo que ele voltasse. Em casa seria fácil. É fácil fazer pai e mãe se sentirem culpados; os irmãos talvez dessem um pouco mais de trabalho, mas era fácil também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se da cama num pulo. Começou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ao acordar tomou banho, lavou os cabelos com cuidado, queria estar lindo pro Grande Dia e começou a investir na aparência. Escolheu uma roupa bonita, aquelas de sair, tomou seu café em silêncio com seu pai e seu irmão, até começou a puxar algum assunto, mas as palavras caíam no chão, junto com as migalhas do biscoito, se é silêncio que eles querem, é isso que vão ter. A indiferença familiar era o que mais o deixava frustrado e, ao mesmo tempo, com mais raiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho as coisas não eram muito diferentes, mas lá ele teria que começar a ser mais notado para ser mais lamentado depois. Esforçava-se muito para ser simpático, e não apático, como sempre fora. Levava café pros seus colegas de escritório, pegava coisas a mais pra fazer, deixou tanta gente quanto possível dependendo dele. Comprou um celular, que não tinha. Isso acontecia no fim de outubro e planejava se matar em meados de dezembro, não podia deixar passar a data principal, quando as pessoas se sentem mais culpadas das coisas, o Natal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu aniversário passou e ele não comentou nada, ninguém se lembrou a não ser a empregada da sua avó. Deixou passar, não quis nem chorar no seu quarto escuro. Não, o que é deles estava guardado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa as coisas iam de acordo com o plano. Sabia dos horários do pai e sempre começava a falar de si mesmo quando ele estava de saída, ou quando lia o seu jornal, ou via seu programa na televisão. A cada "peraí, depois a gente conversa" ele se sentia mais e mais contente. Chegava por trás da mãe, quando ela estava lavando louça, e tentava lhe dar um beijo, mas ela o afastava, e ele gostava. Tentou ser carinhoso com seus irmãos cheios de espinhos e só recebia safanões e mais desprezo. Como isso deixava Vilmo no mais puro êxtase! Vocês vão se arrepender de cada palavra não dita, de cada gesto retaliado, de cada grito de desprezo, ah se vão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo começava a tomar um formato mais desejável por causa da musculação e era mais notado pelos colegas. Cortou o cabelo, fazia tratamento de pele, comprou roupas novas e mudou de estilo, agora mais clássico e mais seguro. Para nós, que estávamos de fora, até parecia que a idéia da vingança começava a se apagar. Sorria mais, pois tratou e branqueou os dentes. Ia ao cinema, lia jornal e ouvia música para sua conversa ser interessante. E até em casa as coisas começaram a melhorar, seus pais o viam se interessar mais pela vida (quanta ironia!) e o respeitavam, chegando até a se esforçarem para ouvi-lo de vem em quando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, estava tudo armado do jeito que queria para que o Grande Dia chegasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado. Chegou em casa à noite, depois de ter comido Edno a tarde inteira, estava com o vidro de calmantes na mão. No jantar, nada se disse, apenas os olhares evitando os outros, o desconforto, a inadequação de todos que se achavam ali por engano. Vilmo ligou pro seu chefe, pros colegas de sala e até pro estagiário que o odiava mais que tudo e fez as pazes com ele. Foi à cozinha e trouxe um copo grande cheio de refrigerante. Tomou banho, fez a barba, vestiu-se como que para sair. Sentado na beira da cama Vilmo se via tomando os comprimidos brancos um a um. Tomou todos e ainda bateu o fundo do vidro pra cair até o último grão da substância narcótica. Ligou a televisão na novela, deitou-se na cama, arrumando o cabelo no travesseiro e a camisa para não ficar enrugada demais. E fechou os olhos pruma vida cheia de rancor, de pedras gigantescas tapando sua visão, de areia desértica e de gelo polar. Uma vida onde todas as flores que colheu lhe ofenderam os dedos com seus espinhos. Morreu para dar vida a si mesmo, dar vida a um ser que viveria na lembrança, que seria aquele que eu queria ter abraçado, aquele que eu podia ter ouvido, que eu podia ter aconselhado, que podia ter pedido ajuda, que eu podia ter ajudado, beijado, amado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-107968899942035796?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107968899942035796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107968899942035796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/vilmo-tinha-raiva-do-mundo.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6643017.post-107968892471089405</id><published>2004-03-19T06:29:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T20:58:39.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;DE VOLTA AO COMEÇO                                                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, gente, mudei. Mudei de nome, de endereço, de propósito. Com esse blogue vou ser mais criterioso na hora de mostrá-lo às pessoas. Eu gostava do fato de todos da minha família, todos os meus amigos e meu namorado saberem do endereço e poderem gozar de ler meus textos e comentar, mas não vai mais ser assim. O fato de todos saberem e lerem (inclusive meus pais!) me travava um pouco e não me deixava contar coisas que passavam na minha cabeça, coisas que não se expõem às vezes ao namorado, às vezes aos irmãos, às vezes aos pais. Eu queria poder falar deles com mais liberdade, sem saber que eles estariam lendo. Então vamos lá, pra começar vou postar meu último conto, que eu já havia publicado no antigo, mas ficou disponível algumas ridículas horas até que o Blogger Brasil bloqueou meu blogue e não mais permitiu que outros o lessem. Já está valendo!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6643017-107968892471089405?l=caraacaracomocara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107968892471089405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6643017/posts/default/107968892471089405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caraacaracomocara.blogspot.com/2004/03/de-volta-ao-comeo-isso-gente-mudei.html' title=''/><author><name>Heleno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07881858376903732650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
